10 melhores empresas para mulheres na América

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O levantamento foi feito em parceria com a Statista, em empresas dos Estados Unidos com pelo quadro de funcionários superior a 1.000.

Nove meses após o movimento #MeToo ter causado ondas de choque nos locais de trabalho norte-americanos, a cultura das companhias começa lentamente a mudar. Enquanto muitas empresas tentam apoiar suas funcionárias, outras parecem ter conseguido lidar com a questão.

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A FORBES, em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Statista, identificou as empresas que apoiam suas funcionárias no primeiro ranking dos melhores empregadores da América para as mulheres. Para elaborar a lista, foram entrevistados 40.000 norte-americanos, dos quais 25.000 são mulheres, que trabalham para empresas com pelo menos 1.000 funcionários. Todas as resposta foram coletadas anonimamente, o que permitiu aos participantes compartilhar abertamente suas opiniões.

Os entrevistados avaliaram suas organizações com base em critérios como condições de trabalho, diversidade e a probabilidade de recomendarem o empregador a outras pessoas. As respostas foram revisadas para identificar possíveis disparidades de gêneros. Assim, se as mulheres, por exemplo, classificassem uma empresa com baixa diversidade, mas os homens a avaliassem com alta, essa diferença seria levada em consideração e a companhia teria a pontuação ajustada de acordo.

As mulheres participantes da pesquisa avaliaram seus empregadores sobre fatores como licença parental, discriminação e igualdade salarial. Também foi pedido a elas que avaliassem outras organizações. A lista final classifica os 300 empregadores que receberam o maior número de recomendações e possuem os conselhos e equipe de executivos com maior diversidade de gêneros.

A primeira posição, com pontuação de 91,4, é do Principal Financial Group de Des Moines, no Iowa. A empresa de gestão de investimentos e seguros emprega 9.978 trabalhadores nos Estados Unidos, dos quais 59% são mulheres. Embora benefícios como horários de trabalho flexíveis, programas de pré-natal e creche no local ajudem a companhia a atrair funcionários do sexo feminino, manter a igualdade é um compromisso assumido pela organização. “Realmente começa com a cultura da companhia”, diz Kerry Gumm, diretora de estratégia de recursos humanos. Funcionária há 20 anos da Principal Financial, Kerry acredita que o ambiente respeitoso e seguro torna a empresa uma boa escolha para as mulheres. “Você pode ter uma vida holística se fizer parte da empresa”, diz ela. “Eu não senti que precisava me ajudar de nenhuma maneira.”

Em um esforço para garantir que seu local de trabalho seja igualitário para todos, a Principal Financial revisa todas as práticas de remuneração a cada ano e convida os funcionários a relatarem preocupações de compensação de forma anônima. Também foram tomadas medidas para impulsionar a presença do sexo feminino na hierarquia corporativa, estabelecendo três redes de mulheres para as pessoas em cargos de liderança, tecnologia e vendas. Esses grupos não apenas se concentram no desenvolvimento da carreira, mas também abordam formas de como ambos os sexos podem se apoiar mutuamente no local de trabalho. “Não se trata de sequestrar as mulheres para um canto”, diz Kerry. “Trata-se de elevá-las e dar-lhes recursos e voz.”

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Enquanto as mulheres detêm 42% dos cargos executivos e 45% dos cargos no conselho principal – estatísticas dignas de nota, considerando que esses números são apenas 26,5% e 21,2% nas empresas que fazem parte do S&P 500 – a executiva insiste que há muito mais a ser feito. “Uma coisa que ninguém pode fazer é assumir que estamos certos”, diz ela. “Devemos celebrar nossos progressos mas, ao mesmo tempo, reconhecer que a força de trabalho e a maneira de trabalhar está mudando significativamente.”

Assim como a Principal Financial, a Penn Medicine, sediada na Filadélfia, também investiu na força de trabalho feminina. O centro médico acadêmico da Universidade da Pensilvânia conquistou o 2o lugar com uma pontuação de 89,1 graças, em parte, a programas de desenvolvimento profissional que visam acelerar as mulheres em papéis de liderança por meio de oportunidades de orientação e oficinas de capacitação. Essas iniciativas, juntamente com a cultura de igualdade, habilitaram as mulheres que compõem 77% da força de trabalho da empresa para reivindicar 55% dos cargos executivos e cinco dos sete cargos de CEO nos hospitais do sistema de saúde.

Uma dessas CEOs é Regina Cunningham, que ingressou na Penn Medicine há oito anos e agora está no comando do Hospital da Universidade da Pensilvânia. Ela atribui muito do seu sucesso na companhia ao apoio que recebeu de colegas e gerentes, tanto mulheres quanto homens. “As pessoas criaram oportunidades para eu estar exposta a diferentes partes da organização e níveis mais altos de liderança”, diz. “Eu trabalhei em vários hospitais – três outros sistemas de saúde – e o Penn Medicine tem, de longe, a melhor cultura hospitalar.” Mas estes costumes não são adquiridos da noite para o dia, diz o CEO da Universidade da Pensilvânia, Ralph Muller. “Nós trabalhamos nisso o tempo todo. Desde o momento em que você é contratado pela primeira vez até o momento em que você se torna executivo, durante 20 ou 30 anos, há um suporte contínuo da liderança”, diz ele. “Colocamos líderes excepcionais em papéis de liderança e muitas deles são mulheres.”

Os principais empregadores de mulheres no país sabem que cultivar uma cultura que é benéfica para o sexo feminino é um processo contínuo. Mesmo a Hallmark – onde 83% dos funcionários, 40% dos gerentes seniores e 75% dos membros do conselho são mulheres – deve trabalhar nisso todos os dias. “Essa prática de diversidade e inclusão não tem um ponto final”, diz Philip Polk, vice-presidente de diversidade e inclusão da empresa de Kansas City, no estado de Missouri. “É uma jornada que continua à medida que nossa força de trabalho continua a mudar.”

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Parcerias com organizações como a Network of Executive Women and Management Leaders for Tomorrow (Rede de Mulheres Executivas e Líderes Gerenciais para o Amanhã, em tradução livre) ajudaram a empresa de cartões a garantir o terceiro lugar com 89 pontos, assim como grupos internos, como a Rede Feminina Hallmark. E os benefícios – desde vagas de estacionamento para mães grávidas até salas de enfermagem – têm como objetivo manter as mulheres, para que possam continuar a ascender, não importando as circunstâncias de suas vidas pessoais. Afinal, diz Polk, as líderes femininas são fundamentais para o sucesso da Hallmark. “Estamos no negócio de fortalecer relacionamentos e enriquecer vidas. Cuidar dos funcionários é uma parte forte do nosso DNA, da nossa cultura interna.”

Veja na galeria de fotos abaixo, as 10 melhores empresas de 2018 para as mulheres trabalharem na América:

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