Gordofobia: a transformação do ‘corpo perfeito’ da mulher ao longo da história

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Ser gorda, hoje, é considerado um “pecado” por parte da população. Pessoas ainda tiram sarro do que por vezes é um problema de saúde, agem com discriminação e insensibilidade. Dizer “fazer gordice” para descrever o ato de comer guloseimas calóricas, por exemplo, é um tanto quanto pejorativo, mas o termo é usado por mais da metade da população no Brasil. Segundo uma pesquisa feita pelo Ibope em 2017, a gordofobia está presente na vida de 92% brasileiros.

Gordofobia é o medo, aversão e discriminação contra pessoas que estão acima do peso ou fora dos padrões de beleza estabelecidos na sociedade. Considerando que mais da metade da população brasileira está acima do peso com base no cálculo do IMC, segundo o IBGE, não é difícil imaginar como o tema afeta a vida da população. Mas ser gordo nem sempre foi algo ruim, pelo contrário, estar acima do peso na Idade da Pedra Lascada, por exemplo, era sinônimo de fertilidade para a mulher.

A definição de beleza feminina na Grécia Antiga (1.100 A.C. – 146 A.C.) também envolvia um corpo cheio e curvas e saliências. O modelo se seguiu na era da Renascença e continuou durante o reinado da rainha Elizabeth (1558 – 1603), quando ser gordo indicava o acúmulo de riquezas. Os corsets e idealização da cintura marcada surgiram na Era Vitoriana, que começa em 1837.

O padrão de beleza que cultivava o corpo curvilíneo e mais cheinho da mulher mudou com a chegada da Primeira Guerra Mundial. Nos anos 1920, as mulheres adotaram um estilo mais andrógino: corpos magros e retos, e cabelos curtinhos. As curvas voltaram à moda na década seguinte, entre 1930 e 1940, quando a crise mundial transformou a preocupação com corpo, beleza e moda um assunto secundário.

Entre 1950 e 1960, mulheres curvilíneas eram sucesso. Apesar de serem bem mais cheinhas do que as modelos contemporâneas, segundo o site TheList, as estrelas de Hollywood eram magras, com IMC entre 18.8 e 20.5. Ainda nos anos 1960, a moda mudou novamente. A chegada da modelo Twiggy trouxe de volta a tendência do corpo magro e andrógino. Desde então, mulheres altas, magras e levemente atléticas descrevem o padrão de beleza dentro e fora das passarelas.

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