“Uma Dobra No Tempo” mostra para todos a importância do amor-próprio

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Uma Dobra No Tempo” é o mais novo filme da celebrada diretora Ava DuVernay. Primeiro longa-metragem de grande orçamento dirigido por uma mulher negra, conta com a apresentadora de TV, empresária, atriz, multipremiada (e futura presidente dos Estados Unidos) Oprah Winfrey em um dos papéis de destaque, e é protagonizado pela a atriz Storm Reid, de apenas 14 anos. Por todas essas coisas, a produção da Disney é uma das tramas mais aguardadas do ano. Mas há muitos outros motivos para você correr para os cinemas assistir ao filme.

A história de “Uma Dobra No Tempo” gira em torno de Meg Murry (Storm Reid), uma menina extremamente inteligente, bonita e cheia de potencial, que ama muito a sua família e tem uma vida feliz. Mas tudo deixa de fazer sentido quando o pai dela, o cientista Alex Murry (Chris Pine), desaparece. Ela se afasta dos amigos, não se esforça nas aulas, fica distante de todos e conversa de verdade apenas com o irmão de seis anos, Charles Wallace (Deric McCabe), e com a mãe, a também cientista Kate Murry (Gugu Mbatha-Raw).

Meg sofre bullying na escola, e inclusive acaba arranjando briga por lá algumas vezes. Mesmo sofrendo, mantém-se unida à família e tenta manter a esperança de que seu pai voltará para casa. No aniversário de quatro anos do desaparecimento dele, a menina recebe a visita de três mulheres desconhecidas que se denominam Senhora Queé (Reese Witherspoon), Senhora Quem (Mindy Kaling) e Senhora Qual (Oprah Winfrey). As três contam que são ajudantes do universo e receberam um sinal de ajuda do pai dela, que está perdido pelos mundos que existem.

Com muita dúvida e sem acreditar no que está havendo, Meg e Charles Wallace vão em busca do pai pelo universo, acompanhados de Calvin O’Keefe (Levi Miller), um garoto da escola que, por acaso, estava com eles quando a aventura começa. Meg tem de enfrentar um perigo conhecido apenas como “Aquilo”, além dos próprios medos e inseguranças que a prendem e não permitem que ela realmente alcance seu potencial total.

A história pode parecer infantil, mas a trama surpreende e conquista. Como em muitos filmes da Disney, esse também fala sobre o amor. Mas em vez de tratar do assunto de uma forma romântica, a trama destaca a importância do amor-próprio, e também aborda temas importantes como problemas psicológicos, traumas e complexidades da pré-adolescência.

Nos meses que antecederam o lançamento do filme, especulou-se que “Uma Dobra no Tempo” seria uma espécie de “Tomorrowland”, filme da Disney com o George Clooney que não fez o sucesso esperado e recebeu críticas pesadas. Mas o filme de Ava DuVernay não é o novo “Tomorrowland” – traz uma visão praticamente inédita sobre insegurança infantil, abandono parental, dor e problemas que adolescentes e pré-adolescentes sofrem na escola, em casa e na própria mente deles.

Destacamos sete motivos para não perder “Uma Dobra no Tempo”, que estreia em cinemas de todo o Brasil nesta quinta (29).

Oprah Winfrey dá um show

A futura presidente dos Estados Unidos faz o papel de uma das senhoras que aparecem, literalmente do nada, na porta da casa da protagonista. A Senhora Qual é calma, inteligente e tem milhões de anos de conhecimento, é a “líder” das três mulheres e a maior mentora para a personagem principal. Ao longo do filme ela mostra para Meg todo o potencial que a menina tem para alcançar, e como deve acreditar mais em si mesma.

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Storm Reid como Meg Murry

Meg seria mais uma protagonista comum – uma menina inteligente, com boas falas – mas vai além disso. Ela tem uma dor muito grande por causa da perda do pai. Para fugir da dor, se fecha de todos, inclusive dela mesma. Se torna uma pessoa que não gosta muito da companhia dos outros e duvida de tudo e todos. Isso não diminui a coragem que tem de ir até o fim e nunca deixar ninguém para trás. A evolução dela durante o filme é muito bonita, é fácil se identificar com a menina, com os medos e receios, e você realmente vai torcer para ela até o fim.

Storm Reid - A Wrinkl In Time

Ava DuVernay

Se você não conhece Ava DuVernay, precisa conhecer. Negra e mulher, ela tem feito história na indústria cinematográfica. É a diretora de “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” e “A 13ª Emenda”. Depois de dirigir curta-metragens, documentários, clipes e episódios de séries de TV, ela foi reconhecida pela Disney, que a chamou para dirigir “Uma Dobra no Tempo”. É a primeira mulher negra a dirigir um longa desse nível, com alto orçamento, e isso é muito importante!

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Os efeitos especiais

Várias das paisagens criadas durante o filme parecem ter saído diretamente do sonho de uma criança, como as flores que dançam e flutuam. Em outros momentos eles são usados para mostrar a realidade ampliada que a protagonista enxerga, como esquemas de arquitetura que ela lê facilmente para poder andar no meio do nada.

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Uma história de superação contada e protagonizada por mulheres

“Uma Dobra no Tempo” fala justamente da jornada do herói. O chamado para a aventura, Meg negando que precisa sair do meio comum, o primeiro desafio, a transformação e conclusão da história.

O inusitado é que tudo isso é feito por uma menina no papel principal, que tem três mentoras, também mulheres, que a ajudam durante o caminho. E o filme é dirigido por uma mulher. É simples para as meninas se identificarem com a personagem e se sentirem capazes de tudo que a Meg faz.

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O relacionamento entre os dois irmãos

Em geral, nos filmes, não vemos irmãos se dando tão bem assim: o clichê é que eles não se falem e não sejam tão unidos, vivam brigando ou se ignorando até que há a necessidade de terem um diálogo ou se ajudarem. Em “Uma Dobra No Tempo” Meg e Charles Wallace são inseparáveis, se amam incondicionalmente em todos os momentos, conversam, se ajudam, não abandonam um ao outro e sempre procuram mostrar todo esse amor para o outro nunca se sentir só.

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O amor é importante – mas de um jeito diferente

Na maioria dos filmes da Disney o amor é a grande força que move e justifica tudo. Neste filme não é diferente, mas em vez de falar do amor pelo outro ou pelas coisas, “Um Dobra no Tempo” mostra a importância do amor-próprio. Uma lição fundamental para todos nós, não?

A Wrinkle In Time

ver M de Mulher
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