Político americano quer taxar games violentos

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Recentemente vimos mais uma tragédia acontecer nos Estados Unidos, quando uma pessoa carregando um fuzil semi-automático entrou em uma escola na Flórida, disparou contra crianças e deixou 17 mortos. Embora alguns defendam que este tenha sido o 18º tiroteio realizado em uma escola norte-americana só este ano, o número levantado pela Everytown for Gun Safety é questionável, já que leva em consideração qualquer incidente envolvendo armas de fogo nestes locais.

De qualquer forma, exceto por Donald Trump e aqueles que parecem ter alguma ligação nebulosa com a National Rifle Association (NRA), todos enxergaram no caso um bom momento para discutir um maior controle sobre o porte de armas no país. Porém, nós sabemos que cedo ou tarde algum bode expiatório seria utilizado e não posso dizer que estou surpreso por os games ter voltado a ser lembrado pelos políticos da terra do Tio Sam.

Membro da câmara de deputados de Rhode Island, Robert Nardolillo III propôs que seja criado um novo imposto para os jogos classificados como violentos. A ideia seria usar os 10% a mais que seriam cobrados por tais títulos para fornecer melhores serviços de saúde mental e aconselhamento a estudantes do estado.

“Há evidências de que crianças expostas a jogos violentos a uma idade menor tendem a agir mais agressivamente do que aqueles que não são,” Nardolillo. “A taxa poderia dar às escolas os recursos adicionais necessários para ajudar os estudantes a lidar com essa agressão de uma maneira positiva.

A ideia surge logo após o governador do Kentucky, Matt Bevin, jogar sobre os videogames a culpa pelo massacre ocorrido em Parkland e sabe qual a semelhança entre este político e Nardolillo? Ambos tiveram suas campanhas apoiadas pela NRA, além da dupla também ser contra uma lei que endureça o controle de armas.

O que talvez eles não saibam (ou prefiram ignorar) é que de acordo com um levantamento (PDF) feito pelo serviço secreto dos Estados Unidos, menos de 20% dos autores de ataques armados a escolas do país jogavam videogame com uma certa frequência, sendo que muitos deles demonstraram menos interesse em qualquer tipo de mídia violenta do que a maioria dos indivíduos.

Mesmo assim, não é de se duvidar que uma lei como a proposta por Robert Nardolillo eventualmente seja aprovada. Num país onde o presidente defende que a solução para diminuir a violência nas escolas é dar uma arma para cada professor — e isso mesmo depois de ficarmos sabendo que um guarda que estava em Parkland não reagiu ao ataque — tudo é possível. E só lembrando que o próprio Trump já declarou seu apoio ao banimento de jogos e filmes violentos.

Fonte: Gaming Front.

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