Acionistas discutem sucessão de Tim Cook, visitas ao Apple Park e mais em reunião anual

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Apple Park em estágio final de construção

Ontem aconteceu — pela primeira vez no Apple Park, diga-se — o encontro anual dos acionistas da Maçã. A votação do conselho administrativo da empresa (James Bell, Tim Cook, Al Gore, Bob Iger, Andrea Jung, Art Levinson, Ron Sugar e Sue Wagner) transcorreu sem nenhuma surpresa, mas isso não quer dizer que informações interessantes não tenham sido compartilhadas no evento.

Vamos aos destaques?

Apesar de a votação ter acontecido como planejado e o conselho reeleito, um dos acionistas resolveu se abster da votação para protestar contra a política atual de software da Apple. De acordo com relatos, o tal acionista está chateado com a aposentadoria do Aperture (em 2015!); ele também ainda está utilizando o iOS 9 e disse que a Apple está perdendo a mão com pessoas trabalhadoras.

Outros acionistas questionaram a empresa por só ter duas mulheres em seu conselho, sobre as qualificações de alguns membros (inclusive pedindo mais informações sobre eles), etc. Após a reeleição do conselho, outros pontos também foram aprovados (nomeação da Ernst & Young como empresa independente de contabilidade pública para 2018, resolução consultiva para aprovar a remuneração dos executivos, entre outros).

Conforme já havíamos comentado aqui no site, acionistas também pediram que a Apple criasse um comitê de direitos humanos que, em parte, estudasse o vício de crianças em iPhones. A Apple disse que o seu comitê de auditoria já cuida desse tipo de assunto (ou seja, já funciona também como um comitê de direitos humanos), mas os acionistas querem que o comitê proposto faça ainda mais do que o comitê de auditoria existente. Independentemente da criação ou não do comitê, a Apple já se pronunciou sobre as novidades relacionadas a controle parental que chegarão ao iOS em algum momento.

Durante o evento, Cook mencionou que a taxa de satisfação do iPhone X está em 99%, reformou a informação de que o aparelho superou outros modelos da empresa em vendas desde que foi lançado, que a empresa já tem quase 1 bilhão de assinantes (serviços no geral, incluindo Apple Music e iCloud) e que a categoria wearables (vestíveis, que engloba o Apple Watch, os AirPods e os fones Beats) da Apple está se aproximando do tamanho de uma empresa listada na Fortune 300 — há um ano, Cook havia comentado que a categoria era comparável a uma empresa listada na Fortune 500.

Alguns dados divulgados no último evento financeiro da Apple também foram reforçados hoje, como a informação de que foram adquiridas 19 empresas em 2017, que investiu US$12 bilhões em pesquisa e desenvolvimento no ano passado, que tem hoje cerca de 123 mil funcionários em tempo integral e que planeja contratar mais 20 mil até o fim do ano.

Um assunto até então pouco comentado pelo CEO da Apple foi abordado no evento: sucessão. Em uma entrevista recente, Cook disse que o seu papel como diretor executivo da Maçã é de preparar “o máximo possível de pessoas” para que possam se tornar os próximos a ocupar esse cargo, mas que a decisão final é do conselho. Agora, na reunião de acionistas, Cook disse que a empresa já tem candidatos prontos para assumir, caso seja necessário — lembrando que o conselho administrativo pode muito bem optar por trazer alguém de fora.

Angela Ahrendts

Angela Ahrendts, uma das cotadas a suceder Tim Cook como CEO da Apple

Sobre a recente remoção temporária dos aplicativos do Telegram da App Store, Cook disse que a empresa “sempre curou as propriedades da Apple”, deixando de fora da loja conteúdos questionáveis como pornografia, terrorismo e outros.

Falando sobre o Apple Pay, que chegará em breve ao Brasil, o executivo disse que o serviço não substituiu o dinheiro de uma forma tão agressiva como ele imaginou há alguns anos, mas que a adoção está aumentando, especialmente fora dos Estados Unidos. Ainda assim, ele acredita que verá isso (a substituição da carteira real pela digital) acontecendo.

Já em relação à saúde/tecnologia, Cook afirmou acreditar que a empresa pode fazer uma contribuição grande nesta área pois não está focada em ser reembolsada pelo Medicare ou pelo Medicaid, o que nem sempre é o melhor para o paciente.

O chefão da Maçã também foi questionado sobre dividendos especiais, mais disse não ser um grande fã da ideia, afirmando ainda que a Apple está empenhada em aumentar os dividendos todos os anos e que mais informações sobre o programa de retorno de capital será fornecida para acionistas em abril.

Sobre as lojas de varejo da empresa, Cook disse que a Apple não acredita que elas vão desaparecer: “Nós acreditamos que a interação com pessoas ainda é a melhor solução”, disse ele.

Com a abertura do Apple Park, que está se mostrando cada vez mais próximo do fim das obras, um acionista resolveu perguntar se a empresa não abrirá a espaçonave em si para passeios/visitas. Cook foi enfático ao dizer que não. Ele lembrou que o Centro de Visitantes serve justamente para isso e que há muita coisa confidencial no edifício principal: “Manter as coisas confidenciais é a maldição da minha existência agora.”

Centro de Visitantes do Apple Park

Centro de Visitantes do Apple Park

Por falar em confidencial, parece que a Apple não quer mais nem mesmo que drones façam os seus tradicionais voos por cima da espaçonave. A prova disso é que, durante a reunião anual de acionistas, haviam letreiros digitais informando que a sede da Apple era um zona proibida para voos.

Como sempre, nenhuma informação bombástica ou algo do tipo surge na reunião anual de acionistas da Apple. Ainda assim, não deixa de ser interessante pescar algumas coisas do evento.

via 9to5Mac, MacRumors, Cult of Mac

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