Em São Paulo, Aerosmith não mexe em time que está ganhando e repete showzão do Rock in Rio

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(Foto: Marta Ayora) Aerosmith

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O Aerosmith é ‘veio de guerra’ e não estamos nos referindo à idade. É o tipo de banda que sabe que se mexer no time que está ganhando todos os jogos de goleada a chance de escorregar feio é grande, então mantêm a mesma tática em cada show e repetem o mesmo setlist, os mesmos gestos, as mesmas falas (só mudam o nome da cidade) e assim garantem um dos melhores concertos de rock’ n roll da atualidade. Foi exatamente o que se viu neste domingo, 24, no Allianz Parque, na 3ª noite do São Paulo Trip: executaram uma apresentação idêntica a do Rock in Rio, considerada uma das melhores do festival carioca.

Em recente entrevista ao site Classic Rock, o baterista Joey Kramer disse que hoje o Aerosmith é melhor que os Rolling Stones ao vivo, alegando que a química da banda é mais potente que a de Mick Jagger e Keith Richards. Vai de cada um analisar essa comparação. Mas, é bem verdade que Steven Tyler, Joe Perry & cia quando se juntam incendiam qualquer palco com riffs poderosos e hits do calibre de Love In an Elevator, Livin’ On The Edge, Sweet Emotion, Dream On e Walk This Way, todos presentes nos repertórios apresentados no Brasil. As baladinhas radiofônicas Cryin’, Crazy e I Don’t To Want To Miss a Thing, muito exibidas na MTV Brasil, também não faltaram.

O grupo ainda tocou um cover famoso em seus shows, Come Together, dos Beatles, e Stop Messin’ Around e Oh Well, do Fleetwood Mac.

Outro show à parte é o do Steven Tyler. Aos 69 anos o cantor está em melhor forma física e vocal do que muitos que não têm a sua idade. Ele alcança as notas mais altas e sua voz não falha em 1h30 de apresentação. Seus movimentos ensaiados e seu carisma com o público só acrescentam, assim como o seu fiel escudeiro e guitarrista Joe Perry, que está sempre ao seu lado dividindo os holofotes. São como Batman e Robin, só que ao invés de serem chamados de dupla dinâmica são os Toxic Twins (Gêmeos Tóxicos) devido ao passado com drogas que tiveram.

O curioso é que a banda esteve em turnê pelo Brasil em 2016 e lotou estádios em várias capitais. Agora, encheram o Rock in Rio, Allianz Parque e a Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, onde tocam quarta, 27. Provavelmente repetirão o sucesso de bilheterias se resolverem retornar ao país no ano que vem. Porque um show do Aerosmith sempre é bem vindo.

Ao final da apresentação, uma moça da plateia grita: “Esse Steven é muito louco!“. E é mesmo. Aposto que ele responderia: “Isso é rock’n roll, baby“.

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