Seis anos depois, Camil retoma planos de estrear na bolsa

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A empresa de alimentos Camil retomou nesta terça-feira os planos para estrear na bolsa paulista, projeto que havia sido engavetado por seis anos, noutra mostra de renascimento do mercado de capitais brasileiro. A companhia busca recursos para ampliar sua participação no mercado brasileiro e na América do Sul. A empresa registrou hoje o prospecto na Comissão de Valores Imobiliários (CVM), órgão regulador do mercado.

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa conhecida por suas marcas de arroz e feijão envolverá ofertas primária (ações novas) e secundária (papéis detidos por atuais sócios). O valor estimado com a operação ainda não foi divulgado pela empresa.

Com sede na capital paulista, a Camil se apresenta como uma das maiores empresas de alimentos no Brasil. A empresa detém as marcas União e Da Barra (açúcar); Coqueiro e Pescador, de enlatados; e além do Brasil opera no Uruguai, no Chile e no Peru. A empresa tem 29 unidades de processamento e 18 centros de distribuição na América do Sul e exporta para mais de 50 países.

A Camil pode estender o ciclo de aquisições iniciado em 2001, inclusive no exterior, com os recursos da oferta primária. Jacques Quartiero e Thiago Quartiero, da família controladora, e o FIP WP serão os acionistas vendedores na oferta secundária.

Nos primeiros cinco meses de 2017, a Camil teve receita líquida de 1,23 bilhão de reais, Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de 127,3 milhões e lucro líquido de 61,2 milhões de reais, números praticamente estáveis ante mesma etapa do ano passado.

Retomada

O movimento da Camil marca novo capítulo de uma retomada não linear do mercado de ofertas de ações no Brasil. As units da farmacêutica Biotoscana iniciaram negociações no pregão nesta terça-feira, na quinta estreia em 2017, já o melhor ano desde 2013.

Também já chegaram ao mercado neste ano a companhia aérea Azul, a empresa de diagnósticos médicos Hermes Pardini, a locadora de veículos Movida e a varejista Carrefour Brasil. Juntos, esses IPOs já movimentaram mais de 10 bilhões de reais.

No entanto, essa retomada tem sido marcada por percalços. Também nesta terça-feira a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que a empresa de planos de saúde e hospitais NotreDame desistiu de seu IPO, somando-se à Log Commercial Properties e à empresa de aluguel de veículos Unidas, que também desistiram de ter ações na bolsa agora.

(Com Reuters)


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