Sem aposentadoria aos 116 anos por ser exageradamente idosa para o banco

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Os 1.200 pesos (200 reais) que María Félix Nava recebia por mês eram sua principal fonte de renda até que uma mudança burocrática no México a obrigou a abrir uma conta bancária e obter um cartão. Mas 116 são anos demais para conseguir exercer esse direito. Félix Nava viveu um século completo e quase duas décadas de outro. Ficou órfã e sem irmãos quando ainda era menina, pouco antes da Revolução Mexicana. Nunca mais soube deles. Passou dois anos vagando por Laguna Grande (Estado de Zacatecas, centro do México) sem outra ajuda além da que os moradores lhe ofereciam.“Eu comia nopales [um tipo de cacto habitual na dieta mexicana] e quelites [ervas silvestres comestíveis]; os feijões e o milho eram um luxo”, narra por telefone. Sobreviveu desse jeito até que uma família a recolheu da rua. Não pôde estudar – não sabe nem ler e escrever –, casou-se aos 22 anos e teve 10 filhos, seis deles já mortos, além de 20 netos, 56 bisnetos e 23 tataranetos. E nunca imaginou que, depois de uma vida marcada pela adversidade, enfrentaria um último empecilho que lhe tira o sossego quando está prestes a completar 117 anos.

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