O novo álbum do Obama Lee Baden dá sequência à sua miscigenação musical

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Depois de propor um amálgama de bass music com ingredientes afro, bossa-nova, samba e hip hop no EP Afro Sam Bass, o experimentador musical Obama Lee Baden dá sequência à ideia iniciada lá atrás e segue com a proposta. Alma, percussão e groove se entrelaçam mais uma vez em seu novo álbum, sem nome – ou "homônimo", como curtem dizer por aí quando um disco não tem batismo –, feito de recortes, texturas, vozes e instrumentais. São oito faixas construídas com "empréstimos" de artistas como João Bosco, João Nogueira, Alice Coltrane, Thaíde DJ Hum, Rage Against The Machine, e até trechos de filmes, como o interlúdio extraído do longa-metragem Estamos Juntos (2010), de Toni Venturi, e a fala tirada de Timbuktu (2010), dirigido por Abderrahmane Sissako.

Ele mesmo não consegue indicar muita diferença conceitual do Afro Sam Bass ao presente trabalho. "Como as músicas foram mudando durante o processo, acho que acabaram ficando mais ou menos com a mesma pegada", diz. "Talvez a diferença seja que esse é menos dançante e mais contemplativo, já que, inicialmente, a música que amarrava tudo aqui era 'Nuvem'." O próprio artista se encarregou dos recortes e reassociações sonoras, gravou e produziu tudo praticamente só. Ele contou com participações especiais apenas no trompete e no vocal, funções para as quais recrutou os mestres Luizinho Nascimento e Baobá Nagô, respectivamente.

Leia a matéria completa e ouça o álbum do Obama Lee Baden no Noisey.

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