Zelda: Breath of the Wild e a falta de utilidade para o GamePad

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Desde a última sexta-feira eu tenho aproveitado todo o momento de folga para explorar um pouquinho do The Legend of Zelda: Breath of the Wild e embora eu esteja adorando praticamente tudo o que o jogo tem a oferecer, não consegui ignorar o fato de a versão para o Wii U não aproveitar em nada o Gamepad.

Na verdade, acho que não houve nenhum outro jogo em que senti tanta vontade de usar a tela sensível ao toque presente no controle, o que poderia nos permitir por exemplo ter um acesso mais rápido ao mapa ou principalmente, navegar pelo tablet que o Link encontra logo no início da aventura.

Pois na opinião da Nintendo, isso não funcionaria da maneira como acho que poderia funcionar e quem afirmou isso foi o diretor do game, Hidemaro Fujibayashi.

Quando estávamos desenvolvendo o jogo para o Wii U, tínhamos o recurso de touch implementado como vocês viram. Quando começamos a desenvolver o jogo em conjunto para o Switch, miramos em fornecer a mesma experiência de jogabilidade tanto no Switch quanto no Wii U.

Ao fazer nossos testes sem o recurso touch percebemos que olhar entre o Gamepad e a tela [da TV] na verdade parecia distante desse tipo de jogo Zelda. Sem o recurso touch ele na verdade se tornou uma experiência de jogo mais forte. Após mais experimentos e testes, percebemos que essa era a melhor experiência de jogo.

Tudo bem, pode até ser que o Sr. Fujibayashi tenha sido sincero, mas não consigo acreditar na sua explicação. Na minha opinião, o motivo para o jogo não usar a tela do Gamepad é simplesmente por a Nintendo não querer passar a sensação de que a versão do Switch era inferior a do seu antecessor. Como graficamente as versões são virtualmente idênticas, se a do Wii U tivesse esse recurso tenho certeza que muitas análises diriam que ela acabou ficando melhor que a do Switch e isso não seria nada bom para o novo console.

Mas seja lá qual tenha sido o real motivo para a Nintendo ter ignorado o Gamepad do Wii U, o que o diretor talvez não tenha percebido é que ele foi contra tudo o que a fabricante pregava com o lançamento daquele console, que era a ideia de uma segunda tela ser o futuro e blá blá blá. Mas como agora o aparelho está morto mesmo, caberia a alguém a dura missão de jogar a última pá de cal e sobrou para Fujibayashi.

Fonte: Destructoid.

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