Cineasta conjura os monstros do racismo com ‘Eu Não Sou Seu Negro’

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“A história não é o passado, mas o presente”, dizia o pensador afro-americano James Baldwin, e o cineasta que levou as suas reflexões para a tela, Raoul Peck, não tem nenhuma dúvida sobre isso. Peck é o nome da hora: além de candidato, daqui a dez dias, ao Oscar de melhor documentário com Eu Não Sou Seu Negro (I Am Not Your Negro), o diretor estreou no Panorama de documentário do recém-concluído festival de cinema de Berlim este filme baseado nos textos de Remember this House, livro que Baldwin começou a escrever em 1979, e no Berlinale Special O jovem Karl Marx, seu trabalho mais recente de ficção. “Os dois filmes têm muita proximidade comigo. Quando entrei na universidade, li Baldwin e descobri imediatamente que alguém estava escrevendo para os jovens negros, dizendo-lhes qual era o seu lugar na sociedade e como seria possível mudar aquilo. Isso não era contado por Hollywood, cujas histórias pareciam muito distantes para mim. Depois vim estudar na Alemanha e descobri Marx de uma forma nada dogmática, muito acadêmica, e isso me ajudou a entender a importância do debate”.

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