Incentivo à cultura digital como complemento à literatura é objetivo de projeto educacional

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No fim da tarde de ontem (7/01), foi definido o vencedor da 16ª edição do Prêmio Péter Murányi – Educação. Intitulado “E se eu fosse o autor? – Laboratórios criativos de leitura e cultura digital”. O projeto, criado pela ONG Casa da Árvore, já atendeu, ao longo dos últimos sete anos, em Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Bahia, mais de mil crianças e adolescentes matriculados em cerca de 60 escolas públicas, além de professores e educadores de comunidades em situação de risco social.
Essa é uma tecnologia social que tem o objetivo de ajudar comunidades escolares a repensarem de maneira inovadora o estímulo à leitura e à literatura entre os estudantes de escolas públicas brasileiras, segundo a presidente da ONG Casa da Árvore, Leila Dias. Para isso, reúne um conjunto de práticas educativas e formativas que explora o ato da leitura integrado à ampliação de habilidades e expressão, por meio de linguagens midiáticas, como vídeo, imagem e hipertexto. Dessa forma, o projeto aproxima a literatura do contexto digital, em que crianças e adolescentes constroem, hoje, sua relação com o mundo.
Dentre os principais resultados está o aumento do índice de leitura literária espontânea dos estudantes participantes. Segundo pesquisa realizada entre 2013 e 2014, quando os alunos entraram no projeto, 31% não recordavam de nenhum livro lido nos últimos três meses; 57% lembraram de um ou dois títulos; e 12% citaram quatro ou cinco obras. Após três meses de atividades, todos os participantes lembraram, no mínimo, de dois títulos lidos; 37,5% leram três ou quatro obras; e 50% leram entre cinco e sete livros.
“É muito difícil conseguir recursos para instituições. Por isso, quando um prêmio concede esse reconhecimento, o processo torna-se recompensador, pois não se exigem metas e toda a preocupação da organização gira em torno da qualidade e humanização do trabalho”, observa a representante do trabalho vencedor.
Nesta edição do Prêmio Péter Murányi, houve recorde de inscritos, com 149 trabalhos. Segundo a presidente da Fundação Péter Murányi, Vera Murányi Kiss, também houve aumento na qualidade dos projetos. “Observamos que todos têm procurado agregar conteúdos cada vez mais consistentes, processos condizentes com a realidade contemporânea e inovação. O trabalho vencedor é um exemplo, pois acrescenta muita informação, debate e incentiva a criatividade. Conhecimento é uma necessidade e poder usar a estrutura de um projeto para melhorar a qualidade da educação é importante. Assim, é gratificante para a Fundação premiar essa iniciativa”.
Em cerimônia oficial, no mês de abril, o grupo vencedor será contemplado com R$ 200 mil, troféu e certificado de reconhecimento público. A iniciativa conta com o apoio do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo), ABC (Academia Brasileira de Ciências), Aconbras (Associação dos Cônsules no Brasil) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Sobre a Fundação
Administrada por Vera e Péter Jr, a Fundação Péter Murányi foi criada em 1999 e desde a primeira edição do Prêmio, em 2002, já investiu cerca de R$ 2,4 milhões em reconhecimento de pesquisadores e seus trabalhos. O Prêmio Péter Murányi concede ao vencedor um valor de R$ 200 mil, um certificado e um troféu. O Prêmio Péter Murányi conta com o apoio do CIEE, Fapesp, Capes, Anpei, SBPC, Aciesp, ABC, Aconbras e CNPq.

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