Uma vida a espera de um lar

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Os calos bem marcados nas mãos e as rugas cortando a pele negra, acentuadas pelo excesso de exposição ao sol, atestam que Rosimar Barros da Silva, a dona Rosa, uma agricultora de 56 anos, sempre cavucou a terra para ter o que comer. Antes de participar do acampamento do Grotão do Mutum, o primeiro a ocupar uma área da Vale na região de Canaã dos Carajás, no Pará, trabalhava em uma fazenda alheia, dando parte do que produzia em troca de um espaço para plantar. Até hoje, três de seus filhos trabalham no local. "Meu véio trabalhava roçando juquira [tirando o mato para a plantação]. Era um trabalho difícil, mas o patrão pagava no valor, era gente de ouro", conta ela.

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