Tá virando moda: governo de Israel pretende filtrar pr0n por padrão

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Gal Gadot apenas para fins de ilustração.

Uma coisa que já ficou clara é que políticos fingem que odeiam pr0n, e por estarem sempre preocupados com as pobres criancinhas indefesas vivem se movimentando para impedir que os floquinhos de neve acessem material indevido na internet, essa grande vilã libidinosa e promíscua.

Não somos exceção, por aqui há o Projeto de Lei que busca exibir que todos os usuários se identifiquem todas as vezes em que se conectarem, de modo que ao identificar um menor o filtro anti-pr0n entra em ação. E claro, não tem como isso dar certo.

Lá fora há medidas semelhantes. O Reino Unido implementou um filtro pr0n tão eficiente que barrou todos os sites de sacanagem, incluindo aí o do próprio Parlamento. Como o bloqueio de material educativo é default o usuário que quer curtir uma sacanagem é obrigado a entrar em contato com seu provedor de modo a solicitar a liberação do acesso. E ninguém gosta de expor suas intimidades a quem quer que seja.

E claro, no melhor estilo “alguns são mais iguais que os outros” os políticos britânicos não eram nem um pouquinho santos.

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Essa mesma tática foi colocada em ação na Índia, só que diferente dos britânicos o país não deu opção aos usuários, eles ficaram sem acesso a sacanagem e pronto. Obviamente que a ação desencadeou um sem número de protestos e reclamações, e no fim das contas o governo deu para trás.

Agora o mais novo país a filtrar pr0n é Israel.

O comitê legislativo aprovou uma lei que nos moldes do projeto britânico, cria um filtro que passará a bloquear por padrão todos os sites pron da internet. O argumento utilizado pelos juristas locais é de que o acesso de material educativo por menores de idade “não é mais difícil do que comprar um sorvete”. E é verdade, só que a responsabilidade de barrar o que os pequenos acessam deve ser em primeiro lugar dos pais, e não do Estado-babá.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu será o responsável por definir os guidelines do filtro, mas a regra principal é a mesma em vigor no Reino Unido: o usuário que quiser consumir pr0n será obrigado a solicitar o acesso à sua operadora via atendimento online, e-mail ou telefone.

O projeto ainda precisa passar pela aprovação do Parlamento mas desde já levanta as mesmas preocupações do sistema britânico: a criação de um banco de dados com informações dos usuários consumidores de pr0n, a fim de identificar seus hábitos e classificar o que é considerado ofensivo ou não, o que em última análise só vai gerar dor de cabeça àquele que só quer curtir o Xvideos em paz: é claro que não vão pegar nenhum pedófilo com isso, esse pessoal usa outros métodos de acesso.

Para mim a regra de ouro é bem clara: os pais são os responsáveis. Eles devem regular o que seus filhos assistem e acessam na internet e o estado não tem nada que meter o nariz, apenas dificultando a vida de quem não faria mal a uma mosca e só quer curtir um pr0n sem ter que informar a ninguém o que acessa ou deixa de acessar.

Fonte: RT.

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