SP: Cinturão vermelho some e Alckmin sai ainda maior para 2018

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Nem foi preciso esperar o resultado final deste segundo turno. Na manhã deste domingo eleitoral (30/10), no jornal da baixa santista, A Tribuna, o vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), sentenciou: “Eu chego à conclusão de que, de alguma forma, [a candidatura para presidência em 2018] deve estar no destino do Alckmin porque a composição nacional de hoje, o quadro nacional político, para quem conhece política, ele está, assim, num WO coletivo. Praticamente não há adversário, neste instante, para ele, como figura política”.

O diagnóstico foi certeiro sobre o status político do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O bom resultado do PSDB paulista no primeiro turno, simbolizado com a vitória absoluta de João Doria na capital paulista, foi confirmado no segundo turno do maior colégio eleitoral do país. Não apenas pelas vitórias do PSDB e seus partidos aliados no estado, mas também pela derrota dos adversários fora e dentro de São Paulo.

Em Minas Gerais, Aécio Neves, seu principal rival interno do PSDB, viu seu candidato tucano João Leite ser derrotado pelo neófito da política, Alexandre Kalil (PHS). Em São Paulo, seu principal adversário no campo político nacional, o PT, saiu derrotado em todas as cidades em que disputou segundo turno no estado de São Paulo. Pela primeira vez em 34 anos, PT não terá prefeitos eleitos no berço político histórico, o ABC paulista.

Em Santo André e Mauá, os respetivos candidatos Carlos Grana e Donisete Braga, que disputavam reeleição, saíram humilhados nas urnas. Braga conseguiu 35,53% dos votos válidos em Mauá, enquanto, em Santo André, Grana conseguiu apenas 21,79% dos votos válidos.

Das cinco cidades que o PSDB disputava o segundo turno, tucanos saíram como vencedores em quatro delas: São Bernardo do Campo, Santo André, Jundiaí e Ribeirão Preto. A única derrota veio de Bauru, onde o candidato Sidnei Rocha (PSDB), com 43,67%, foi derrotado por Gilson de Souza (DEM), que obteve 56,33% dos votos válidos.

Nem essa derrota tucana tem necessariamente cara de fracasso. DEM é um dos partidos que compõe a base política no nível estadual e será eventual apoiador em 2018 nas contas de alckmistas. O PSB, principal fiador da pré-candidatura de Geraldo Alckmin fora do PSDB, garantiu vitórias em outras três cidades paulistas: Guarulhos, Mauá e Guarujá. Outros partidos como PV, e o próprio DEM, levaram outras quatro cidades. Com isso, Alckmin sai como vitorioso em onze das treze cidades em que houve segundo turno no Estado de São Paulo, só saindo derrotado em Bauru e Suzano. De olho para 2018, são motivos mais do suficientes para Alckmin e seus aliados comemorarem.


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