Indústria paulista reduz atividade em 2,3%

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O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista encerrou o terceiro trimestre do ano com redução de 2,3% sobre os três meses anteriores, sem considerar os efeitos sazonais do período. Esse resultado mostra uma piora no desempenho do setor que já tinha apresentado retração em setembro (-0,2%).

Diante desse quadro, foi alterada a previsão de fechamento do ano para um recuo de 9% ante uma projeção anterior de queda de 6,4%. Os dados são do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Por meio de nota, o diretor do Depecon, Paulo Francini, apontou que pode ocorrer um descolamento entre o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas geradas no país, e a atividade industrial.

“O ano vai terminar pior para a indústria do que 2015. Talvez o PIB não caia tanto quanto no ano passado, mas o comportamento da indústria vai ser pior em 2016”.

Quedas no Indicador de Nível de Atividade

Para ele, nos dois últimos anos ocorreram quedas no Indicador de Nível de Atividade com variações de (-6%), em 2014 e de (-6,2%), em 2015. O executivo destacou que só ocorreram dois anos seguidos de resultados negativos na indústria em 1930.

Na avaliação dele, ainda não dá para se prever quando haverá recuperação em razão do alto índice de desemprego, da renda baixa e do crédito restritivo. “Para nós, 2016 terminou. Agora, é torcer para o final do ano chegar logo, criar novas esperanças e ir em frente”, disse.

A maior queda no terceiro do ano foi verificada no setor de máquinas e materiais elétricos (-2%). A pesquisa aponta ainda que, no total de vendas reais, ocorreu recuo de 2,5% e em horas trabalhadas na produção, de -2,3%. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve pequena elevação de 0,3 ponto percentual.

Na indústria têxtil, a atividade foi 1% mais baixa entre agosto e setembro com queda de 1,9% nas vendas reais e de -1,4% no total de horas trabalhadas e estabilidade no Nicu (01 ponto percentual).

ver Agência Brasil - Economia
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