Quando o Banco Central segue a cartilha

Facebook
VKontakte
share_fav

Categoria:

Artigos

Sugerido por Mario R

"Ninguém imaginava que, em vez de continuar a política aprovada pela maioria esmagadora da população brasileira, o segundo governo de nossa companheira de tantas lutas adotaria a política econômica da oposição brasileira."

Do Brasil Popular

Teoria econômica e políticas econômicas

Por Theotonio dos Santos*

Muitos governos eleitos se encontram subjugados aos seus Bancos Centrais, sob o pretexto de que são instituições independentes, acima das práticas “imorais” dos políticos. Por “política” deve-se entender eleições e participação dos povos que são os principais atingidos pelas decisões e ações “políticas” destes Bancos. É assim como interesses absolutamente minoritários da população comandam a economia mundial e conseguem obrigar as grandes maiorias a subjugar-se à ditadura tecnocrática chamada Bancos Centrais “independentes”.

A missão destas instituições é transferir, sob as mais diversas formas, massas colossais de riqueza para o “mercado” financeiro. Trata-se de uma expropriação dos recursos obtidos pelos mais diversos tipos de receitas fiscais para transferi-los para o sistema financeiro sob os mais incríveis pretextos e as mais inventivas formas.

É estranho observar como esta modalidade violenta de capitalismo de Estado se realiza sob um ambiente ideológico dominado pelos princípios doutrinários do neoliberalismo, apoiando-se sempre na famosa frase da senhora Thatcher, de que “não existe alternativa”. Trata-se de uma expressão de determinismo econômico que se torna até ridícula quando vemos a realidade histórica que se busca descrever por estes pretensos instrumentos científicos. Já afirmamos várias vezes que este aparelho ideológico espetacular se parece extremamente com o mundo intelectual católico fundado na escolástica tomista que dominou por muitos séculos a economia feudal europeia e que dispunha de tremendos poderes estatais e religiosos para torturar e mesmo condenar à morte os “hereges”, representantes da nova onda filosófica e científica comandada pelas burguesias em expansão material e financeira.

leia mais

ver Blog do Luis Nassif