A tese da ‘filantropia informativa’, por Luciano Martins Costa

Facebook
VKontakte
share_fav

Categoria:

Mídia

Por Luciano Martins Costa

Do Observatório da Imprensa

Com alguns anos de atraso, a imprensa latino-americana começa a entender a natureza do ambiente hipermediado criado pela internet – pelo menos a se considerar o que foi destacado na Conferência SIP Connect 2015, que se realiza em Miami, na Flórida.

O discurso de abertura do evento, a cargo de Alberto Ibargüen, presidente da Fundação Knight e membro da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos, foi destacado na edição de quinta-feira (25/6) do Estado de S. Paulo, o jornal brasileiro que sempre teve mais protagonismo da Sociedade Interamericana de Imprensa.

E o que disse o conferencista, que mereça uma menção nos debates sobre o futuro da mídia tradicional? Afirmou que o maior desafio para a sobrevivência dos meios de comunicação na era digital “é a mudança de mentalidade”. Ele usou a criatividade artística como modelo de inovação e audácia para propor “uma nova forma de pensar” ao jornalismo moderno. Como metáfora, citou a obra do pintor Piet Mondrián, que segundo entende, “promoveu a reconciliação entre o individual e o coletivo”.

O objetivo de uma possível mudança de mentalidade na imprensa, na sua opinião, é produzir uma “filantropia informativa”. Para entender o que o conferencista pretendia dizer com essa expressão é preciso observar que ele citou como exemplos dessa “generosidade” as empresas Facebook e Google, porque concedem “poder e serviços a seus usuários, que em troca, regressam aos montes”.

Esse seria o modelo a ser seguido pelas mídias tradicionais, dando prioridade ao engajamento com suas audiências, fazendo-as participantes não apenas do conteúdo, mas da própria produção jornalística.

leia mais

ver Blog do Luis Nassif