Meryl Streep envia carta ao Congresso americano pedindo atenção à emenda sobre igualdade de gênero

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Meryl Streep, além de ser uma atriz talentosa e recordista (ela contabiliza 19 indicações ao Oscar), também é uma grande defensora dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero -- nos Estados Unidos e no mundo.

Ela enviou uma carta a cada membro do Congresso americano na última terça-feira (23), lembrando que a Constituição do país ainda não inclui a emenda de direitos iguais para homens e mulheres, o que não condiz com a atual situação do país. As informações são da agência de notícias Associated Press.

Escrita em 1920 e aprovada pelo Congresso em 1972, a ERA (Equal Rights Amendment) – que afirma que “a igualdade de direitos perante a lei não será negada pelos Estados Unidos ou por qualquer Estado por conta de gênero” – encontra-se parada desde 1982. Atualmente, apenas 35 estados americanos sancionaram a emenda, três a menos que o necessário para incluí-la na Constituição.

"Escrevo para fazer com que vocês voltem a sua atenção para a igualdade -- por suas filhas, mãe, irmãs, esposas ou a si mesmo, apoiando ativamente a Emenda", escreve Streep. Cada "presente" dado aos membros do congresso, continha a carta da atriz e um livro de Jessica Neuwirth, presidente da comissão à favor da igualdade de gênero nos Estados Unidos.

“Uma nova geração de mulheres está falando sobre igualdade – igualdade de salário, igualdade de proteção contra abusos e igualdade de direitos – e estou escrevendo para pedir que vocês lutem por isto – pelas suas mães, filhas, irmãs, esposas, e por vocês mesmos -, apoiando a Emenda de Igualdade de Direitos”, continua Meryl na carta.

Streep será visto na tela em outubro de jogar o líder sufragista Emmeline Pankhurst britânico .

Enquanto isso, ela está intensificando o ativismo feminista fora da tela dela e enviou um pacote com um livro e uma carta a todos os membros do Congresso na terça-feira , um dia após seu 66º aniversário.

Em outubro deste ano, Meryl será vista no papel da sufragista Emmeline Pankhurst, no filme Sufragette -- que conta a história da luta das mulheres pelo direito ao voto na Inglaterra.

O longa, dirigido por Sarah Gavron e escrito por Abi Morgan, vai abrir o 59 BFI London Film Festival em 7 de outubro e chega aos cinemas no dia 23 do mesmo mês. Produzido pela Focus Features, ainda não há previsão de estreia mundial ou no Brasil.

Meryl também é financiadora do Writers Lab, grupo de oito mulheres roteiristas com mais de 40 anos criado pelo New York Women in Film and Television, instituição que pede maior participação feminina em TV e cinema, e baseado na cidade de Nova York.

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