Rio 2016: Vai ser mágico

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Eleição apertada que resultou em um governo de coligação sob pressão. Economia fraca. Cortes profundos na despesa pública. Inflação subindo. Humilhação total na Copa pela Alemanha, com desempenho lamentável dos zagueiros.

Meus caros leitores, não, não estou falando do Brasil em 2015. Bem vindos ao Reino Unido em 2011.

Nesse contexto infeliz (ainda hoje tremo quando penso na tortura prolongada que Thomas Müller provocou à valente, porém limitada defesa da Inglaterra na Copa de 2010), apareceu um pouco de luz no fim do túnel, no meu país: os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. E como foi para o Reino Unido em 2012, tenho certeza de será para o Brasil em 2016. Talvez seja difícil de imaginar isso agora, faltando mais de um ano até o começo dos Jogos. Por enquanto, as Olimpíadas são mais histórias sobre obras e engarrafamentos do que sobre os triunfos e desastres do esporte. Lembro-me bem de que antes dos Jogos de Londres também houve muita polêmica sobre os problemas de mobilidade da cidade.

Mas, como sempre acontece, as coisas mudam. Com as primeiras vendas dos ingressos aqui no Brasil, começo a sentir aquele perfume de alegria e celebração que me contagiou em 2012. Nunca pensei que ficaria tão animado com a possibilidade de ir ao Riocentro para ver levantamento de peso. Mas o fato é que estou ansioso. Pra mim não importa tanto o fim, a vitória, mas o espetáculo, a diversidade de nações e pessoas que assistem aos Jogos. A participação do público é fundamental nesta experiência, não só dentro dos estádios mas fora também, nas ruas, nos museus, nos bares.

Para os cariocas da gema, sediar os Jogos Olímpicos dará a possibilidade de ver a sua cidade de outra forma: uma lagoa que se transforma num estádio de remo, ruas cotidianas que são transformadas numa pista para a maratona, uma praia onde você relaxa que recebe os maiores triatletas do mundo. É uma experiência única. A natureza e a função da cidade mudam diante dos seus olhos. A sua cidade É o estádio.

Para todos os brasileiros, as Olimpíadas darão a oportunidade de se reunir ao redor de atletas que não são famosos, que não aparecem nas revistas e na televisão, mas que são os melhores do mundo em suas modalidades. Uma oportunidade também de expressar seu nacionalismo e torcer para o melhor, de celebrar e integrar as pessoas. Espero também que milhões tenham a possibilidade de presenciar o revezamento da chama olímpica, que passará por todo o Brasil e levará para cada canto deste país um pouco da magia dos Jogos. É fácil ser cínico; mas observe a reação de pessoas ao verem a tocha. É mágico.

Para o estrangeiro, o Rio 2016 é uma oportunidade para conhecer um país tão grande e tão desconhecido. A cerimônia de abertura dará a possibilidade de mostrar o melhor do Brasil para uma audiência de bilhões de pessoas em todo o mundo. É uma chance única, e que um país tão criativo e diverso como o Brasil aproveitará sem sombra de dúvidas.

Para a Rio 2016, desejo que estes sejam os Jogos que reflitam tudo que há bom na cidade e no país. E, mais que qualquer outra coisa, que as Paraolímpiadas tenham o impacto que merecem, entre os atletas e o público, nos estádios e em casa, mostrando o que o ser humano é capaz de fazer, com ou sem pernas, com ou sem visão, para alcançar os seus sonhos.

Eu mal posso esperar!



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