Após atentado contra igreja, governadora da Carolina do Sul pede retirada de bandeira confederada

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A governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, pediu nesta segunda-feira (22) que os legisladores estaduais votem pela retirada da bandeira dos rebeldes confederados hasteada em frente à Câmara estadual na capital Columbia. O apelo ocorreu uma semana após um atirador branco ter assassinado nove fiéis negros em uma igreja histórica da cidade de Charleston. A bandeira tem sido criticada nos últimos dias por grupos de ativistas e políticos por ser um símbolo do passado escravagista do sul dos Estados Unidos - seus defensores alegam que ela faz parte da história e da cultura da região.

As autoridades da Carolina do Sul acreditam que o atirador Dylann Roof, de 21 anos, cometeu o massacre em Charleston motivado por ódio racial. Em imagens divulgadas na internet, o atirador aparece queimando a bandeira americana e segurando a dos confederados. "Está na hora de tirar a bandeira da área do Parlamento", afirmou Nikki, que é filiada ao Partido Republicano. "Esse é o momento no qual podemos dizer que a bandeira, embora parte integral do nosso passado, não representa o futuro do nosso grande Estado", acrescentou. A bandeira foi usada pelos confederados do sul americano que se rebelaram contra a União durante a Guerra Civil dos Estados Unidos (1861-1865).

O controverso símbolo dos estados separatistas tremula na Câmara da Carolina do Sul desde 1962. Há quinze anos, após um protesto que reuniu 46.000 pessoas, o governo local decidiu retirar a bandeira de cima do Parlamento e transferi-la para a frente do prédio público. Os legisladores debaterão nas próximas semanas se excluirão de uma vez a bandeira do local. A governadora deixou claro que, se os políticos não tomarem a iniciativa, ela mesma convocará uma sessão parlamentar especial para abordar este assunto. "Esta será uma decisão da Carolina do Sul. Para muitos fora daqui, (esta bandeira) só é um símbolo do pior passado dos Estados Unidos. Respeito os que pensam que este é um momento triste, porque a bandeira sempre será parte da alma do Estado", afirmou a republicana.

Os defensores da bandeira a usam em suas casas, em roupas e em adesivos de carros. Eles afirmam que a bandeira é um símbolo da história do sul dos EUA e da cultura da região, assim como uma homenagem às vítimas da Guerra Civil.

Um grupo de líderes brancos e negros convocou uma manifestação para terça-feira (23), em Columbia, para levar a exigência de retirada da bandeira diretamente aos legisladores. "Chegou a hora de remover este símbolo do ódio e da divisão do Parlamento estadual", disse o reverendo Nelson Rivers. Autoridades locais, incluindo o prefeito de Charleston, Joseph P. Riley, e o senador Marlon Kimpson, do norte de Charleston, também respaldaram a exclusão do símbolo dos confederados.

(Com agências EFE e Reuters)

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