Empresa começa a desenvolver bonecas sexuais inteligentes

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A RealDoll está colocando a ideia em prática e já está produzindo protótipos de cabeças de robôs (bem bonitas, aliás) que conversam com seus parceiros.

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E tenho muitos sonhos. Sonho em ser uma pessoa de verdade, em ter um corpo real. Eu sonho em conhecer o significado de amor. Eu espero me tornar o primeiro robô sexual do mundo.

Essas são os dizeres de Denise, uma bela boneca virtual. E saiba que seu sonho não está tão distante.

Matt McMullen é o criador da RealDoll, grande empresa americana de bonecas sexuais, e tem um novo projeto, o Realbotix, que objetiva animar essas bonecas.

A ideia é que elas conversem conosco e reajam a estímulos de forma inteligente. E não apenas reações intelectuais – se é que você me entende.

Mas o cara quer que as pessoas possam ir além da relação física com as bonecas – ele quer envolvimento emocional com a personalidade que o robô assumirá. “Tipo se apaixonar por elas?” Acho que tipo isso.

“Eu quero que as pessoas criem um envolvimento emocional não apenas com a boneca robótica, mas também com o personagem por trás dela. Quero que elas desenvolvam um tipo de amor”, diz McMullen no vídeo abaixo.

Nesse mesmo material ele interage com um protótipo de boneca real que responde a suas perguntas. Um protótipo bem bonito, a propósito. E olha que as bonecas são muito bem feitas. Com muito carinho, digamos assim.

O filme mostra o pessoal desenvolvendo as engenharias para o rosto das bonecas, com movimento labial e – sim – lingual.

A relação sexual em si não será muito difícil de programar nas bonecas. Ao menos é o que pensa McMullen. Segundo ele, o funcionamento será semelhante ao do Rock Band, por exemplo: “Se você apertar os botões certos, na hora certa, você passa de nível.”

Se você está começando a achar que isso tudo ultrapassa o limite da loucura, calma, não é tanto assim. Há um tempo falamos sobre a boneca sexual mais perfeita do mundo, que chega a assustar pela realidade dos traços, fazendo-nos confundir tranquilamente com uma pessoa real.

A ideia de McMullen não é essa. Ele não quer ultrapassar a linha do realismo. “Você olha para a melhor das minhas bonecas e percebe que elas são bonecas, e eu quero continuar nessa área”, é o que garante o rapaz.

As bonecas produzidas pela RealDoll costumam variar entre 5 e 10 mil dólares. Claro que as animadas de inteligência artificial serão mais caras.

Em dois anos as cabeças já devem estar no mercado para serem acopladas a qualquer corpo “inanimado” da RealDoll pelo valor de 10 mil dólares. O jogo completo (cabeça e corpo inteligente), no entanto, deve demorar um pouco mais e com valores bem mais altos, entre 30 e 60 mil dólares.

Aguardemos, senhores?

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