Beijo de Daniela Mercury e esposa, Malu Verçosa, marca abertura de seminário LGBT no Congresso Nacional

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Um beijo. Como uma demonstração de amor pode gerar tantas reações de intolerância?

O Congresso Nacional, um dos mais conservadores dos últimos tempos, abriu espaço para discutir a empatia — a disposição real de se colocar no lugar do outro. A reflexão visa a compreender as necessidades de grupos socialmente fragilizados e fazer frente aos discursos de ódio contra as minorias, que tomam conta das redes sociais.

Essa é a proposta do 12º Seminário LGBT, que ocorre hoje (20) e amanhã (21) na Câmara dos Deputados. E nada mais simbólico que um beijo para abrir o evento.

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"Nosso compromisso é confrontar o ódio com o sentimento da empatia. Esse é o objetivo desse seminário. Nós queremos...

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Melhor ainda se for o beijo de Daniela Mercury e sua esposa, Malu Verçosa, que saíram do armário em abril de 2013 no perfil do Instagram, justamente quando o fundamentalismo do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) chegava à Comissão de Direitos Humanos da Câmara, sustando da agenda do Legislativo a promoção da igualdade para homossexuais.

O beijo apaixonado de duas pessoas que se amam seguiu uma declaração singela, mas significativa para os dias de hoje. Foi da deputada Erika Kokay (PT-DF):

"Aqueles que se assustam com o beijo
se acostumam com a violência"



Um beijo "incômodo", como o das personagens idosas da novela "Babilônia", interpretadas pelas veteranas Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Uma troca de carinhos que provocou respostas cheias de raiva e mobilização de grupos evangélicos contra a novela.


Neste momento, os parlamentares que participam do seminário LGBT buscam soluções para fomentar a empatia entre os brasileiros e usar o amor contra o ódio.

Parece algo muito simples, mas o caminho seguramente é tortuoso neste Brasil de 2015.


Quem quiser assistir ao seminário pode acessar este link.

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