Apple investiga acusação de trabalho forçado de estudantes na China

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A Apple pode ser extremamente hábil em construir uma imagem absolutamente cristalina para a sua própria marca e produtos, mas volta e meia nos deparamos com notícias que nos lembram da face mais pútrida da engrenagem que mantém a bela Maçã rodando: as frequentes acusações de trabalho irregular, infantil ou mesmo análogo à escravidão nas parceiras da empresa na China.

Hoje, a CNN relatou que a gigante de Cupertino estaria investigando acusações de que uma das suas mais importantes parceiras estaria empregando estudantes ilegalmente em uma de suas fábricas na China. A fornecedora em questão é a Quanta, que até o ano passado era a única montadora do Apple Watch e ainda é responsável por fabricar grande parte dos reloginhos da Maçã vendidos no mundo.

As acusações vêm de um grupo de direitos trabalhistas baseado em Hong Kong, o Students and Scholars Against Corporate Misbehavior (SACOM). Segundo o relatório, foram encontrados estudantes do Ensino Fundamental/Médio trabalhando nas linhas de produção de uma fábrica da Quanta em Chongqing; eles estariam sendo forçados por suas escolas a participarem de estágios que nada teriam a ver com suas áreas de estudo, trabalhando por uma quantidade excessiva de horas (às vezes, inclusive, virando a noite).

A SACOM entrevistou 28 estudantes para elaborar o relatório. Nas palavras de um deles:

Nós somos como robôs nas linhas de produção. Nós repetimos o mesmo procedimento por centenas ou milhares de vezes todos os dias.

A legislação trabalhista chinesa permite que menores de idade trabalhem, mas respeitando uma série de regras que foram burladas nos casos descritos pelo relatório. A própria Apple também especifica regras para o trabalho de menores nas suas diretrizes de relações de trabalho das suas parceiras [PDF] — todas elas supostamente desrespeitadas pela Quanta nessas linhas de produção.

Em comunicado enviado à CNN, a Apple afirmou que está ciente do problema e entrando em ação:

Nós estamos investigando urgentemente o relatório de que estudantes estagiários contratados em setembro estariam trabalhando em horas extras e períodos noturnos. Nós temos tolerância zero com empresas que não cumprem nossos padrões e garantimos ação imediata, com soluções apropriadas, se descobrirmos violações ao código.

A Maçã completou, afirmando que já auditou a fábrica da Quanta em Chongqing três vezes entre março e junho, sem registrar anomalias. A Quanta, por sua vez, negou as acusações e está trabalhando com a Apple nas investigações.

via MacRumors

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