Michel Temer abre a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta 3ª feira

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O presidente Michel Temer realiza nesta 3ª feira (25.set.2018) o discurso de abertura da 73ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O evento acontecerá em Nova York. O Brasil abre as sessões desde 1955.

Em sua fala, Temer adotará 1 tom pacificador. A 12 dias do 1º turno das eleições no Brasil, afirmará que as instituições brasileiras estão sólidas, assim como a democracia. Na 2ª feira (24.set), durante evento com empresários estrangeiros, o presidente disse que as eleições não apresentam risco a democracia.


Na ONU, o presidente pretende também destacar a importância do comércio global e defender os organismos multilaterais de resolução de conflitos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará seu discurso logo após Temer. Em sua fala, diferentemente do que fez ano passado, quando afirmou que destruiria a Coréia do Norte, o presidente norte americano adotará 1 tom pacífico. Ainda na 2ª feira, Trump se reuniu com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in e afirmou que o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, tem sido muito aberto.

Venezuelanos

O encontro ocorre no momento em que venezuelanos deixam seu país em busca de melhores condições de vida nas nações vizinhas. O presidente Michel Temer pretende falar sobre essa questão durante o evento. No discurso, ele deve ressaltar a preocupação do governo brasileiro no acolhimento adequado e tratamento humanitário aos imigrantes.

Acontece que houve momento de tensão por onde chegavam os imigrantes. Por isso, o presidente quer destacar que no Brasil, a preocupação é garantir a proteção e dar perspectivas aos cerca de 600 a 800 venezuelanos que ingressam por dia no país via Roraima.

Neste ano, o governo brasileiro adotou uma série de medidas em busca de solucionar os impasses que envolvem a questão, como a instalação de abrigos para receber as famílias de imigrantes, por exemplo.

Conselho de Segurança da ONU

Na assembleia, Temer defenderá a ampliação do Conselho de Segurança da ONU. Alinhado com os representantes do G4 –grupo formado por Brasil, Alemanha, Japão e Índia– pleiteará 1 assento permanente no Conselho.

Atualmente cinco países integrantes podem vetar as decisões do órgão. São eles: Rússia, Reino Unido, França, Estados Unidos e China.

A ampliação do conselho é uma demanda do Brasil desde 1992, quando Itamar Franco estava a frente do Planalto. Desde então, a demanda já passou pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

No passado, França e Reino Unido apoiaram o pleito do G4 de ampliação. No entanto, os países que mantêm assentos permanentes questionam a necessidade de reformas por conflitos bilaterais. Enquanto norte-americanos não apreciam o ingresso dos alemães, chineses resistem à entrada dos japoneses.

(com informações da Agência Brasil)

ver Blog do Fernando Rodrigues
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