Como burlar a robotização nos processos seletivos

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Houve uma época em que os recursos humanos eram realmente humanos. Hoje em dia, é até difícil acreditar que havia pessoas reais que liam currículos, respondiam às apresentações e conversavam com os candidatos às vagas de emprego. Sim, eu sei que isso parece loucura, mas é verdade.

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Vou surpreendê-lo mais um pouco: os gerentes do departamento de recursos humanos responsáveis por contratações e recrutadores profissionais até preparavam os candidatos para as entrevistas e forneciam feedbacks construtivos para ajudá-los a ter melhor desempenho em processos seletivos futuros. Eles ainda gerenciavam as expectativas dos candidatos em relação ao tempo que o processo levava, informavam por quantas pessoas eles passariam e a alertavam sobre a melhor maneira de se apresentar. E, se a pessoa não fosse selecionada, havia uma justificativa.

Atualmente, esse processo mudou de forma dramática à medida que as corporações adotaram a tecnologia freneticamente em todos os aspectos de um processo seletivo, eliminando as interações humanas tradicionais. Parece que elas estão tentando usar softwares para se livrar de profissionais de RH mais antigos e mais experientes (para não dizer “mais caros”). Os resultados tornaram todo o processo frio – desprovido de qualquer humanidade e gentileza. Também deixou os candidatos a emprego sentindo-se como produtos e não como pessoas.

A proliferação de sites de empregos e o surgimento do LinkedIn e do Google for Jobs tornaram incrivelmente fácil para os candidatos enviar e-mails e currículos aos montes. Embora pareça bom à primeira vista, a realidade é que isso criou uma tendência: as pessoas realmente os enviam muito rapidamente para dezenas de vagas, sem a preocupação de se encaixarem nos requisitos solicitados. Ao contatar dezenas de empresas com uma abordagem dispersa, eles esperam ser notados. O LinkedIn, por exemplo, introduziu um botão “inscreva-se agora” em suas postagens de emprego que não exige nem mesmo o envio do currículo – ele encaminha o próprio perfil do candidato na rede social ao possível empregador. Um profissional aplicado poderia responder a mais de 100 anúncios de emprego em menos de uma hora usando esta opção.

Essa tendência superou completamente as áreas de recursos humanos em muitas empresas. Para aliviar o fardo da enxurrada de currículos, as corporações implementaram software que rastreiam as candidaturas. Essa suposta tecnologia sofisticada seleciona os currículos e simplifica o processo seletivo. A conseqüência não intencional é que os candidatos a emprego não sabem se alguém realmente recebeu ou leu seu currículo, deixando-os amargurados sobre sua experiência com a empresa. O participante acaba achando que caiu no buraco negro da internet, ficou parado na caixa de entrada lotada do recrutador, foi para um banco de dados interno da empresas ou está no limbo.

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A resposta oficial das empresas é que esses sistemas fazem uma varredura dos currículos por palavras-chave contextuais e frases-chave, depois os classificam matematicamente com base na relevância e enviam os mais qualificados para avaliação humana. A realidade é que a tecnologia é projetada por engenheiros de software de sangue frio e programada para ser eficiente, sem emoção, implacável e insensível em relação às pessoas.

Talvez eu seja da velha guarda, mas não quero que percamos a humanidade para a tecnologia. Precisamos lutar para recuperar nossa dignidade. Depois de realizar extensas horas de pesquisa e conversar com um número expressivo de importantes especialistas do setor (basicamente recrutadores ​​e profissionais de RH com opiniões fortes, então não é científico), eu desenvolvi dicas úteis para burlar o mal: os robôs.

Veja, na galeria de imagens a seguir, dicas simples para contornar a inteligência do recrutamento automatizado:

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