Apple vai atrás de grandes jornais para novo serviço de assinatura

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Recentemente, a Apple adquiriu a Texture, um serviço que podemos comparar ao Netflix, só que voltado para o mercado de revistas digitais.

A Apple ainda não fez, pelo menos publicamente, nenhum movimento em relação a essa aquisição. Nos bastidores, contudo, a empresa está se mexendo para incluir grandes jornais no serviço. Segundo informou o Recode, a companhia — liderada por Eddy Cue, chefão de serviços —, está conversando com o New York Times, o Wall Street Journal e o Washington Post para tentar convencê-los a embarcar na empreitada.

A Maçã, é claro, não comentou o assunto, mas a notícia do Recode faz bastante sentido. O problema é convencer os jornais a entrar no serviço nos moldes que ele funciona hoje. Claro, a Apple pode muito bem dar uma boa chacoalhada no Texture e mudá-lo radicalmente mas, da forma que ele funciona hoje, usuários pagam US$10 mensais para ter acesso a mais de 200 títulos de revistas digitais. Para termos uma ideia, o Washington Post, sozinho, cobra US$10 dos seus assinantes; o New York Times, US$15; já o Wall Street Journal, US$37. Como, então, a Apple partilharia esses US$10 mensais entre todos as empresas envolvidas no negócio de uma forma satisfatória para todos?

A favor da Apple, como o Recode muito bem colocou, temos alguns pontos importantes: a enorme base de usuários e clientes em potencial para esse novo serviço (1,3 bilhão de dispositivos ativados) — comparativamente, o NYT tem atualmente 2,9 milhÕes de assinantes; uma certa bagagem com serviços de streaming, já que o Apple Music é inegavelmente um sucesso de público (e ainda vem mais um por aí, já que rumores dão como certo o lançamento de um novo serviço de streaming totalmente focado em conteúdo de vídeo); entre outras forças.

Enquanto isso não acontece, a Apple continua fortalecendo a sua equipe nessa área. A mais nova contratação da empresa é Liz Schimel, ex-presidente da Condé Nast na China, segundo informou o The Information. Na Maçã, ela atua como “chefe de negócios de notícias” e, de acordo com o seu perfil no LinkedIn, começou a trabalhar em Cupertino Nova York há dois meses.

O movimento mais plausível da Apple é matar o Texture e migrar todo esse tipo de conteúdo para o aplicativo Notícias (News), tornado-o a sua noa central de notícias e um dos pilares dos seus serviços de assinatura. Se isso de fato se concretizará, só saberemos no futuro — aguardemos.

via 9to5Mac: 1, 2

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