Temer avalia fim do auxílio-moradia também na Justiça Estadual

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O presidente Michel Temer disse nesta 5ª feira (30.ago.2018) que pediu a alguns ministros do STF uma consulta aos Tribunais de Justiça a fim de avaliarem o fim de auxílio-moradia também para as esferas estaduais. Segundo o presidente, as conversas “começaram agora”.


“O que combinei com os senhores ministros foi: eles têm 1 colégio de presidentes de Tribunais de Justiça. Disse eu: ‘Vou pedir a gentileza dos senhores chamarem esse colégio, conversarem com o colégio para que também nos Estados sejam eliminados o auxílio-moradia e outros eventuais acréscimos incompatíveis com a ideia do aumento do teto”, falou Temer no Rio de Janeiro.

Michel Temer tem se reunido com frequência com os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux.

Nesta 4ª, o Planalto firmou 1 acordo para conceder 1 reajuste de R$ 16,38% para o Judiciário. Em troca, haverá o auxílio-moradia será incorporado às remunerações. Atualmente, o benefício é 1 “extra” e não é contabilizado nos salários. Por esse acordo, a mudança valeria apenas para servidores federais e não estaduais.

O presidente reafirmou ainda que manterá o reajuste de servidores do Executivo. O governo avaliava adiar o reajuste para 2020. O presidente argumentou que editou medida provisória do tipo neste ano, mas que o efeito foi suspenso e que haveria o risco de acontecer o mesmo com uma nova proposta.

Senhas a venezuelanos

O presidente comentou a polêmica envolvendo uma possível distribuição de “senhas” para venezuelanos que queiram entrar no Brasil. Nesta 4ª, Temer disse que a medida estava sendo analisada, o que foi interpretado como uma forma de limitar a entrada dos imigrantes.

Temer disse que a má interpretação se deve ao fato de as pessoas “não saberem ou não quererem ler”.

“Quando vi a preocupação de que a minha fala poderia significar o fechamento de fronteiras, vou pedir licença a vocês, [pensei] ou as pessoas não sabem ler ou não querem ler. Porque bastava pegar afirmações minhas nos dias anteriores quando disse que o fechamento de fronteiras é incogitável, inegociável”, falou.

O emedebista disse que a questão é apenas de “organização administrativa”.

“Há venezuelanos que vêm ao Brasil apenas para comprar alimentos, remédios e voltam. Essa seria uma espécie de senha. A outra senha é a organizadora, de modo a permitir que a vacinação seja competente e correta e que os outros elementos humanitários sejam devidamente aplicados”.

Na 4ª, Temer havia dito que houve conversas para a a adoção da medida a fim de que “entrem 100, 150, 200 por dia”. Pouco depois, o Planalto divulgou nota relativizando a declaração.

Intervenção no Rio

Michel Temer elogiou resultados da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O emedebista admitiu que esperava que as operações durassem 6 meses, mas que parte do tempo utilizado foi para organização.

“Imaginava 1 período de 6 meses de intervenção e ultrapassa 1 pouco o período. Mas de efetiva atividade executória dos 3 primeiros meses foram de organização. Tivemos 3, no máximo, 4 meses, e nesses 3, 4 meses, os índices de combate à criminalidade são extraordinários”, falou.

Temer ainda comentou a queda de aprovação popular à intervenção. Disse que qualquer ação do governo que ultrapasse a margem dos 50% é “extremamente favorável”.

“De vez em quando se fala ‘mas o apoio a intervenção caiu de 74% para 66%’. Eu mesmo indago: ‘Qual o setor da atividade pública tem 66% de aprovação da população?”, disse.

A intervenção federal no Rio foi decretada em março e, se não for prorrogada, durará até 31 de dezembro deste ano.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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