Ministério Público investiga conflitos em Roraima que envolvem venezuelanos

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O MP-RR (Ministério Público do Estado de Roraima) informou em nota nesta 4ª feira (21.ago.2018) que instaurou procedimento para apurar os fatos ocorridos no último fim de semana em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, contra imigrantes venezuelanos.


No sábado (18.ago.2018), moradores do município expulsaram venezuelanos de barracas e abrigos e queimaram seus pertences em ato contra a presença deles na cidade.

De acordo com o MP-PR, as investigações apuram assalto a 1 comerciante ocorrido na noite de 6ª feira (17.ago.2018) no município. O crime teria motivado o ato dos moradores.

No assalto, realizado supostamente por venezuelanos, o comerciante foi espancado. Além disso, não havia ambulância no Hospital Estadual Délio de Oliveira Tupinambá para transportá-lo até Boa Vista, capital, para atendimento.

Segundo o MP-RR, notícias divulgadas nas mídias sociais diziam que o Exército recusou-se a levar o comerciante até Boa Vista, o que causou mais revolta ainda nos moradores brasileiros.

“Diante da gravidade dos fatos, o promotor de Justiça substituto de Pacaraima, Lincoln Zaniolo, e o promotor de justiça plantonista, Antônio Scheffer, enviaram ofício à Delegacia da Polícia Civil na localidade, requisitando urgência nas investigações para a efetiva identificação dosagentes e elucidação do crime de tentativa de latrocínio, que vitimou o comerciante e sua esposa”, disse o MP-RR.

O MP-RR requisitou ainda a instauração de inquérito policial para identificar e responsabilizar os envolvidos tanto no assalto como no ato contra os venezuelanos. “A polícia também deverá informar quais as medidas adotadas para garantir a segurança não só de estrangeiros, mas de toda população local”, disse.

A Promotoria de Justiça da Comarca de Pacaraima, responsável pela abertura do procedimento de apuração, também enviou ofício:

  • ao Conselho Tutelar do município para que envie informações sobre crianças e adolescentes em situação de risco;
  • ao hospital local, para que esclareça as circunstâncias do atendimento à vítima;
  • e ao Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), solicitando informações sobre a atual situação de crianças e adolescentes de pais venezuelanos.

O MP-RR afirma que foram feitas ainda requisições aos órgãos competentes para que enviem dados de pessoas que sofreram algum tipo de lesão física em decorrência das manifestações.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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