O novo filme do Kevin Spacey vendeu menos de 20 ingressos na estreia

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Hollywood colocou Kevin Spacey em sua lista negra depois de várias alegações de assédio sexual contra ele: Ele foi dispensado por sua agência de talentos, chutado de House of Cards e cortado de Todo o Dinheiro do Mundo depois do escândalo. No final de semana, os espectadores mandaram mais uma mensagem forte para Spacey: Mesmo se ele conseguir chegar às telas, eles não vão assistir as coisas dele.

Billionaire Boys Club, o primeiro filme de Spacey depois que as acusações contra ele surgiram, fez apenas US$ 126 [uns R$ 500 na cotação atual] de bilheteria na noite de estreia, segundo o Hollywood Reporter . O ingresso de cinema nos EUA em média fica abaixo dos US$ 10 [uns R$ 40], o que significa que menos de 20 pessoas no país foram ver o filme na estreia sexta-feira.

Mesmo considerando o final de semana como um todo, a soma que o filme gerou foi extremamente baixa: Segundo o THR, Billionaire Boys Club fez US$ 618 [un R$ 2.472] nos 11 cinemas onde estava passando nos EUA, significando que, em média, só seis pessoas foram assistir em cada um dos (desolados) cinemas exibindo o filme. Para dar uma perspectiva, Em Ritmo de Fuga , o filme com Spacey lançado um pouco antes deles ser acusado de assédio sexual, fez US$ 5,7 milhões [uns R$ 23 milhões] só na noite de estreia.

Spacey interpreta um figurão de Beverly Hills em Billionaire Boys Club, que é estrelado por Ansel Elgort e Taron Egerton como dois investidores que bolam um esquema Ponzi (da vida real) nos anos 80. Em junho, a distribuidora Vertical Media anunciou que “tomou a decisão nem um pouco fácil ou insensível” de lançar o filme apesar das acusações contra Spacey, justificando a ação dizendo que os outros atores não mereciam sofrer por causa dele.

“Esperamos que essas alegações perturbadoras relativas ao comportamento de uma pessoa – que não eram de conhecimento público quando o filme foi feito quase dois anos e meio atrás, e sobre alguém com um papel coadjuvante em Billionaire Boys Club – não manchem o lançamento do filme”, a Vertical disse numa declaração. “No final, esperamos que o público tome sua própria decisão em se tratando das alegações repreensíveis do passado de uma pessoa, mas não às custas do todo o elenco e equipe do filme.”

Obviamente, o público tomou sua decisão, respondendo à pergunta que deve ter assombrado o pessoal da Vertical por meses – devemos lançar um filme com participação de um cara acusado de ser um predador sexual? – com um claro “não”. Se a Vertical queria tanto lançar Billionaire Boys Club, a distribuidora provavelmente deveria ter ficado só com o lançamento em plataformas on demand, o que eles fizeram mês passado. Não tem como esse lançamento nos cinemas ajudar a pagar os US$ 15 milhões [uns R$ 60 milhões] que o filme teria custado.

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