Você está pronto para se tornar um líder servil?

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Você está perdoado por pensar que a liderança servil é uma ideia nova. O conceito soa ser muito século 21 porque se alinha à nossa era orientada pela tecnologia, na qual os indivíduos têm o poder de se conectar com pessoas e organizações influentes de uma forma que não era possível no passado.

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Mas o termo foi cunhado há quase 50 anos, em um ensaio do escritor norte-americano Robert K. Greenleaf. Para simplificar, o princípio por trás de um líder servil é o de alguém que lidera porque deseja servir ao próximo, e não porque vê a liderança como uma maneira de obter bens materiais. Esse tipo de líder é focado principalmente nas necessidades dos outros e em ajudar seu pessoal a se desenvolver e crescer, vendo isso como o caminho para o sucesso organizacional.

Apesar de a liderança servil sempre ter sido um conceito atraente, sua relevância é hoje muito mais óbvia como resultado da evolução das expectativas das pessoas sobre o trabalho e o propósito das organizações para as quais trabalham.

No passado, os trabalhadores poderiam ter sido preparados para aceitar a noção de que eram apenas uma pequena engrenagem em uma grande roda que gerava grandes lucros para alguns privilegiados. Muitas vezes, isso era dito com base no fato de que talvez não houvesse outra escolha, e a adoção dessa abordagem na carreira pelo menos oferecia uma quantidade razoável de segurança no emprego e a chance de um estilo de vida confortável na aposentadoria.

Hoje, no entanto, as pessoas têm muito mais escolha sobre como, quando e onde trabalhar. Emprego estável e segurança financeira começam a parecer como uma história antiga, associada a algumas preciosas décadas do século 20. Além disso, os problemas ambientais e sociais urgentes que o mundo enfrenta e o nosso desejo muito humano de encontrar sentido em nosso trabalho nos levam a dar mais importância ao propósito das organizações para as quais trabalhamos.

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Ao mesmo tempo, a escassez de competências globais, as expectativas cada vez maiores dos clientes e os avanços tecnológicos que facilitam a contratação de freelancers qualificados para os seus serviços significam que as organizações precisam estar muito focadas na satisfação dos funcionários se quiserem atrair e reter uma equipe que as tornem bem-sucedidas.

“O mundo profissional mudou drasticamente nos últimos anos”, diz Matt Weston, diretor da empresa especializada em talentos Robert Half UK. “As expectativas dos funcionários evoluíram, o ritmo de trabalho aumentou, e a automação tem mudado os processos dentro e fora da empresa. Esta evolução para o mundo do trabalho requer mudanças correspondentes no estilo de liderança, o que favorece uma abordagem mais centrada no ser humano.”

É aí que entra o líder com o propósito de auxiliar os outros. “A liderança servil favorece uma abordagem centrada nas pessoas, em vez de focada no processo”, explica Weston. Essa abordagem garante que o trabalhador tenha a oportunidade de crescimento, produtividade e satisfação no local de trabalho, com o entendimento de que isso terá um impacto positivo em seus relacionamentos com os clientes e no desempenho da organização como um todo”.

O lendário militante da independência indiana Mohandas Karamchand Gandhi é geralmente considerado um grande exemplo de líder servil. Alguns dos defensores mais conhecidos desse tipo de liderança nos negócios hoje são Tony Hsieh, fundador da empresa de calçados e roupas online Zappos; Howard Behar, ex-presidente da cadeia de café Starbucks; e Melissa Reiff, CEO da cadeia de varejo especializada The Container Store.

Veja, na galeria de fotos abaixo, 4 dicas de como se tornar um líder servil:

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