Análise – Mothergunship é uma grande homenagem aos shooters das antigas

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Mothergunship é uma experiência divertida. O jogo é um grande simulador arcade para experiências absurdas com armas. Não existe descrição melhor para esse título. É um daqueles games com foco na jogabilidade, e ela fala muito. Entretanto, por onde começamos a contar essa experiência?

Mothergunship não precisa de história

O enredo do jogo é praticamente inexistente e por boa razão. Assim como Doom, o jogo não precisa de uma história profunda pra ser divertido. A premissa básica é que aliens invadiram a Terra e conquistaram o planeta. O protagonista faz parte da resistência humana que se formou para combater a nave mãe dos invasores. E é só isso que você precisa saber. Claro, ao longo do jogo temos objetivos para chegar mais perto da meta final, mas não é isso que importa.

A verdadeira história do jogo é contada através de suas armas. Aliás, são justamente os armamentos os verdadeiros protagonistas de Mothergunship. Metralhadoras, bazucas, lasers, escopetas, lança-chamas e punhos são o diálogo que importa nessa narrativa.

“Se violência não resolver o problema, você não está usando o suficiente”

Como já dissemos, as verdadeiras protagonistas desse jogo são as armas. E o game te dá a oportunidade de montar seu arsenal dos sonhos. Muitos leitores já tiveram ideias mirabolantes sobre armas perfeitas. Em suma, você consegue montá-las aqui. Já sonhou em carregar uma metralhadora, uma bazuca, uma escopeta e uma motosserra, ao mesmo tempo, em sua mão direita? Você pode fazer isso em Mothergunship.

O jogo te fornece a liberdade de criar os armamentos mais malucos que sua criatividade pode conseguir. Isso combinado com níveis gerados aleatoriamente aumenta o sentimento de estratégia. Quando o personagem controlado morre, suas armas são perdidas. Logo, as armas levadas nas missões devem ser escolhidas a dedo e são muitas as opções. Ao longo dos estágios é possível comprar ainda mais armas e peças de customização. Com isso, suas duas mãos vão ocupando cada vez mais espaço nos lados da tela. Você começa a ver mais armas do que cenários e é uma experiência divertida ver até onde isso vai. Entretanto, mesmo com armamentos tão legais, é meio difícil ficar animado com alvos tão desinteressantes.

Inimigos são muito chatos e sem variedade

Fazer muitas armas e observar o estrago que elas causam é a graça do game. No entanto, se seus alvos são tão genéricos como esses, essa magia desaparece rapidinho. O foco do jogo é destruir as máquinas alienígenas, mas elas todas são quase as mesmas.

Um jogo de ação precisa de inimigo legais e marcantes. Afinal, destruir eles é a graça da coisa. Mas quando até mesmo os chefes falham em te impressionar, o jogo parece ser fraco e sem imaginação. A única coisa que quebra a monotonia é o último chefe, que é uma cabeça quase que literalmente feita de armas. A ideia com certeza é muito boa, mas deveria ter sido aplicada nos outros inimigos.

As próprias fases são geradas aleatoriamente e algumas oferecem alguns desafios a mais. Você se vê constantemente à procura de algo diferente para atirar ou portas que te levem para ambientes diferentes apenas para quebrar o tom monótono que se instala após a primeira hora.

Teria sido bom ver aliens além das máquinas. Pode parecer estranho, mas senti falta de uma inimigo de carne e osso. Até mesmo alvos mais difíceis, algo que forçasse sua criatividade a exceder a mesmice.

É repetitivo, mas sim, é divertido

Apesar de suas falhas, Mothergunship consegue entreter durante um bom tempo. Ele não é muito recomendado para sessões de jogo muito longas, mas ainda é um excelente passatempo. A constante evolução do arsenal, os diálogos sarcásticos e engraçados e o constante movimento fazem o título ser uma boa fonte de divertimento.

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