Apple e outras empresas se reúnem com o governo dos EUA para discutir notícias falsas

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Sede do Facebook, em Menlo Park (na Califórnia)

O perigo das notícias falsas (fake news) é um dos tópicos em discussão mais quentes dos últimos anos — e não é para menos: a disseminação das informações enganosas é uma ferramenta política cada vez mais utilizada por todos os lados, chegando mesmo — como opinam alguns especialistas da comunicação e da ciência política — a influenciar o resultado de eleições recentes em vários países, como os Estados Unidos.

Por isso, nada mais justo que colocar uma batata quente na mão das empresas que fazem os produtos por onde essas notícias falsas se disseminam — ou seja, as empresas tecnológicas.

Como informou o New York Times, a Apple e várias de outras gigantes do Vale do Silício (Amazon, Google, Facebook, Microsoft, Oath, Snap e Twitter, para ser mais exato) participaram no sábado passado, 23/6, de uma reunião com representantes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos para discutir as preparações para as próximas eleições em território americano — as chamadas midterm elections, que elegem os membros do Congresso dos EUA e ocorrerão em novembro próximo.

O encontro, que ocorreu na sede do Facebook em Menlo Park (na Califórnia), teve como tônica principal a proteção que as empresas aplicarão nos seus produtos para afastar possíveis influências externas das suas redes de informações e notícias. Dentre os participantes da reunião, estavam Christopher Krebs, secretário do Departamento de Segurança Nacional, e um representante não nomeado do novo departamento de “influência estrangeira” do FBI.

Participantes anônimos da reunião que falaram com a reportagem descreveram o encontro como “tenso”, adicionando que as empresas tentaram conseguir informações concretas sobre possíveis meios de atuação do governo americano nas próximas eleições, sem sucesso. As companhias, por sua vez, falaram sobre as ferramentas que estão implementando nas suas plataformas para coibir a disseminação das fake news — e, segundo uma fonte, saíram da conversa com a impressão de que estariam “sozinhas” na luta contra o fenômeno.

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Na esfera pública, a Apple já lançou uma seção especial no News (que está disponível apenas na Austrália, nos EUA e no Reino Unido) apenas para cobrir as próximas eleições americanas; a Maçã, como bem se sabe, promove a sua plataforma de notícias com um foco especial na curadoria dos artigos que lá entram e no cuidado da empresa em manter longe do espaço conteúdo falso, mal-intencionado ou danoso — mas, ainda assim, preservando a liberdade de expressão e as fontes de diversos pontos do espectro político.

Obviamente, as notícias vindas dos EUA não influenciam diretamente as nossas preocupações — afinal, não preciso lembrar, nossas eleições também estão chegando. Por aqui, a questão não vem tanto de ameaças externas como bots russos e coisas do tipo, e sim de agentes nacionais de manipulação; os métodos de ataque às notícias falsas nacionais, portanto, devem ser abordados de outra forma.

De qualquer sorte, é bom saber que as empresas estão empenhadas em tratar do problema, seja lá onde ele esteja.

via Cult of Mac

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