Mais um processo: canadense alega que Apple Watch não resiste a riscos como prometido

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Mais um dia, mais um processo chegando nas mesas do departamento jurídico da Apple. Desta vez, o caso é um pouco mais inusitado que as disputas por patentes e propriedades intelectuais nas quais a Maçã geralmente se mete.

A história vem diretamente de Vancouver (no Canadá) e o seu protagonista é o jovem Dean Lubaki, de 21 anos. Como contou o iPhone in Canada, o universitário canadense está movendo um processo contra a Apple porque… bom, o seu Apple Watch Series 3 está arranhado — e, segundo ele, a publicidade do reloginho é enganosa por fazer referência a um acabamento “brilhantemente à prova de riscos”.

Lubaki comprou o seu Apple Watch, um modelo Edition (de cerâmica, mas com a pulseira estilo milanês) em setembro de 2017, com direito a AppleCare+. O estudante afirmou que o relógio rapidamente foi coberto por marcas e arranhões, principalmente por conta do imã na carcaça que atrai a pulseira e causa os riscos — o efeito afeta principalmente a parte inferior do acessório, onde estão localizados os seus sensores, mas também risca a tela do reloginho quando a pulseira é removida para ser trocada.

Ao levar o Watch a uma loja da Maçã e solicitar a troca do acessório, em abril, os atendentes recusaram o pedido, alegando que a sua garantia não cobre danos cosméticos, que não afetam a funcionalidade do dispositivo. Lubaki discordou, citando justamente a frase repetida na publicidade do relógio, de que ele seria resistente a riscos e pediu para falar com o gerente. O atendente afirmou que “não tinha um gerente”, mas o cliente continuou insistindo até que, no quinto pedido, um superior veio falar com ele — repetindo a mesma afirmação de que aquele dano não era coberto pela garantia.

Seguindo a sua odisseia, Lubaki enviou um email à Apple relatando o ocorrido, mas não obteve resposta. O estudante, então, entrou com um processo no juizado de pequenas causas de Vancouver, pedindo pelo reembolso do valor gasto com o Apple Watch e o AppleCare+, bem como uma compensação financeira pelo “estresse mental, pelas despesas decorrentes do caso e pelo tempo da minha vida gasto que eu nunca recuperarei”, como coloca o canadense no texto do processo. Ele disse que estava em período de provas finais e que o seu desempenho nos exames foi diretamente afetado pelo imbróglio.

Uma vez registrado o processo, a Apple contatou Lubaki, oferecendo a ele a troca do seu Apple Watch junto a um acessório gratuito. O estudante, entretanto, recusou, afirmando que a empresa “não pode sair impune da mentira publicada no seu site, afirmando que o produto não risca”, além de “mentir na cara dos consumidores na sua loja”. O próprio estudante vai se representar na audiência e a Apple tem até o dia 26 próximo para apresentar uma resposta.

É uma situação espinhosa, de fato. Opiniões?

via Apple World Today

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