Vulcão de Fogo não dá trégua na Guatemala e número de mortos chega a 99

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Ao menos 99 pessoas morreram desde domingo (3) na Guatemala devido a uma potente erupção do Vulcão de Fogo, que sepultou várias comunidades com uma avalanche ardente de lama e cinzas, segundo um relatório do Instituto Nacional de Ciências Forenses (Inacif) divulgado nesta quarta-feira (6).

O Vulcão de Fogo continuava a provocar explosões e lançar torrentes de lama e cinzas pelas montanhas nesta quinta-feira (7). Além dos mortos, a erupção de domingo deixou 197 desaparecidos, 58 feridos e 12.277 evacuados, dos quais 3.000 estão em abrigos temporários, segundo o último boletim das autoridades.

O Instituto de Vulcanologia (Insivumeh) informou, também, que as chuvas na região do vulcão podem provocar avalanches devido à grande quantidade de material expelido no domingo. O órgão adverte que os fluxos vulcânicos podem transportar “material fino similar ao cimento, pedras de 1 metro de diâmetro e troncos de árvores”.

“A atividade prossegue e não se descarta a possibilidade que uma nova torrente de fluxos piroclásticos nas próximas horas ou dias, pelo qual se recomenda não permanecer na zona”. O vulcão registra explosões fracas a um ritmo de 4 a 5 por hora, que geram uma coluna de fumaça cinza de 4.700 metros de altura.

“As explosões estão provocando avalanches moderadas que têm a distância aproximada de 800 a 1.000 metros e, em sua trajetória, estão carregando material a uma altura de cerca de 100 metros”, afirmou o Instituto de Vulcanologia. “Há cinzas persistentes no meio ambiente.”

Centenas de pessoas foram evacuadas de sete comunidade na região de Escuintla, perto do cume, enquanto moradores fugiam de carro desesperadamente, provocando um trânsito caótico.

Uma grande nuvem de cinzas se elevou ali. Todos os morados encontrados pelas autoridades foram evacuados, antes que a polícia, os militares e as equipes de resgate recebessem ordens de se retirar.

Busca contínua

Centenas de agentes trabalhavam em condições adversas para procurar restos mortais no emaranhado de escombros, poeira e terra deixados pelos deslizamentos de terra.

Toda a área de buscas estava coberta por uma grossa camada de poeira. A polícia usava tinta vermelha para marcar as casas onde já haviam buscado corpos.

Nesta quarta-feira, voluntários locais se organizavam para distribuir comida aos agentes de resgate. “Viemos em apoio às pessoas que estão arriscando suas vidas pelos que moram aqui”, disse Gladys Vian, de 56 anos.

Essa foi a erupção mais forte registrada na Guatemala em quatro décadas. Autoridades disseram que a velocidade a força da erupção surpreendeu as comunidades, com muitos mortos dentro de casa.

Apesar de ofertas de ajuda de Estados Unidos, México e outros vizinhos latino-americanos, autoridades guatemaltecas não requisitaram apoio internacional. O Ministério de Relações Exteriores afirmou que a Coordenação Nacional para a Redução de Desastres (Conred) vai ajudar a determinar a necessidade desses pedidos.

O presidente Jimmy Morales foi criticado nas redes sociais por esperar passivamente para reagir a ofertas ajuda internacional. O diretor da Cruz Vermelha deve visitar a Guatemala nesta quinta-feira, informou a organização, com sede em Genebra.

(Com AFP)

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