61 dias sem ela: investigação busca por provas concretas

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Na noite de 14 de março de 2018, o Brasil se revoltou contra ao assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Completando dois meses nessa segunda (14), as investigações do crime seguem para esclarecer todas os indícios aos verdadeiros culpados.

Até o momento, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apura as informações através de testemunhas, evidências da cena do crime e análises apontadas pela perícia, para que resultem todas as provas do crime.

Assista ao nosso vídeo sobre o assassinato de Marielle Franco:

O que foi levantado até o momento?

O carro foi alvejado por 13 tiros. Nove atingiram a vereadora do PSOL. Outros dois tiram acertaram o motorista Anderson. Ambos vieram a óbito no local. As munições usadas encontradas no local do crime foram compradas pela Polícia Federal em 2006. A perícia indica que entre os suspeitos, uma pessoa é um atirador de elite, sendo que os tiros foram disparados de uma submetralhadora.

A Civil pediu a quebra de sigilo de vereadores e milicianos, para investigar as trocas de mensagens e ligações no dia do assassinato. Oito vereadores foram ouvidos.

No dia 8 de maio, o jornal O Globo divulgou informações sobre o depoimento de uma testemunha-chave no caso: o vereador Marcelo Siciliano (PHS-RJ) promoveu encontros com o ex-PM, apontado como chefe de milícia, Orlando Oliveira Araújo, que está preso em Bangu por crimes semelhantes a morte de Marielle. Acusados como mandantes do crime, Siciliano e Oliveria negaram qualquer envolvimento no assassinato.

No domingo (13), o programa jornalístico Fantástico mostrou áudios de ligações do vereador Siciliano com milicianos que atuam na zona Oeste do Rio de Janeiro.

Também foram divulgados outras declarações da testemunha de que mais outros dois homens, um ex-PM e um policial militar, estariam no carro que cercou e atingiu o veículo em que Marielle estava.

Próximos passos

Após a reconstituição do crime, que rolou na noite de quinta (10), a Polícia trabalha na investigação dos fragmentos de impressões digitais encontradas nos projéteis utilizados na execução e realizar uma perícia em todas as armas submetralhadoras que pertencem a segurança do Estado do Rio de Janeiro.

Na manhã de segunda (14), A Anistia Internacional mobilizou um ato no Rio de Janeiro, por conta dos dois messes da execução de Marielle e Anderson, e exige o esclarecimento e punição aos culpados do crime. Os pais de Marielle participaram do ato.

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