Receita recorde, iPhone X destoando, vestíveis bombando… como foi o segundo trimestre fiscal de 2018 da Apple

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A Apple divulgou hoje os resultados financeiros do seu segundo trimestre fiscal de 2018. Os números foram excelentes e ficaram dentro do planejado pela empresa: a receita no período foi de US$61,1 bilhões (16% a mais que no mesmo período do ano passado), com lucro líquido de US$13,8 bilhões (+25%) e ganhos por ação diluída de US$2,73 (+30%). As vendas internacionais compreenderam 65% de todo o faturamento trimestral.

As vendas de iPhones cresceram 3%, totalizando 52,2 milhões de unidades e gerando 14% mais receita do que no mesmo período há um ano, atingindo US$38 bilhões. As vendas de iPads cresceram 2%, atingindo 9,1 milhões de unidades, o que gerou US$4,1 bilhões (+6%) para a empresa. Os Macs tiveram uma queda de 3% (4 milhões de unidades vendidas), gerando uma receita de US$5,8 bilhões (se mantendo estável). A categoria Serviços, por sua vez, gerou US$9,2 bilhões (crescimento incrível de 31%), enquanto a Outros produtos (no qual se enquadram Apple Watch, Apple TV, AirPods, fones Beats, entre outras coisas) conquistou uma receita expressiva de US$4 bilhões (crescimento de espantosos 38%)!

Como de costume, o CEO1 Tim Cook e o CFO2 Luca Maestri realizaram uma conferência em áudio para anunciar os resultados e comentarem um pouco o desempenho da empresa no último período. Nesse evento, sempre pintam informações interessantes. Nós acompanhamos tudo de perto para trazer os destaques do trimestre da Maçã para você, caro leitor.

Abaixo, os principais pontos citados pelos executivos.

Comentários gerais

  • Este foi o melhor segundo trimestre fiscal da história da Apple (receitas e lucros).
  • Trata-se do sexto trimestre consecutivo com uma boa aceleração do crescimento das receitas da empresa.
  • A Apple cresceu em todos os seus segmentos geográficos: Américas (+17%), Europa (+9%), China (+21%), Japão (+22%) e Ásia/Pacífico (+4%).
  • A Apple está agora na metade do seu ano fiscal de 2018, com uma receita de quase US$150 bilhões!
  • Cook está otimista com o futuro da empresa, pois considera que a Apple tem o melhor canal de produtos e serviços já disponível, além da maior satisfação e fidelidade de clientes no setor.
  • O balanço patrimonial e a geração de fluxo de caixa também estão fortes, permitindo à empresa investir significativamente novos produtos e ainda devolver uma quantia significativa de capital para os acionistas.
  • A recente reforma tributária permitiu à empresa implantar um caixa global de maneira mais eficiente; nos EUA, a Maçã espera investir diretamente na economia, durante os próximos cinco anos, um valor até maior do que os US$350 bilhões informados — gerando 20 mil novos empregos durante esse período.
  • A Apple pretende divulgar ainda neste ano mais informações sobre o novo campus que será aberto em algum lugar nos EUA.
  • Por conta do bom desempenho e do futuro otimista, Cook informou que o conselho de administração aprovou uma autorização adicional de recompra de ações no valor de US$100 bilhões!
  • A Maçã tem hoje em caixa US$267,2 bilhões (US$17,9 bilhões a menos do que há três meses, por conta das novas mudanças de impostos).
  • Ela retornou quase US$27 bilhões para investidores durante o FQ2 2018.
  • As prioridades financeiras da Apple continuam as mesmas de sempre, segundo Maestri: manter o caixa necessário para as operações do dia-a-dia, investir no futuro (pesquisa e desenvolvimento) e flexibilidade para investir em oportunidades estratégicas que surgirem (aquisição de empresas, parcerias com fabricantes/montadoras, etc.).
  • O dividendo da Apple aumentou para US$0,73 por ação, um crescimento de 16%; ele será pago no dia 17 de maio de 2018 aos acionistas registrados até 14 de maio de 2018.
  • A Apple é uma das maiores pagadoras de dividendos do mundo e continua planejando aumentos anuais de dividendos para o futuro.
  • Sobre a Índia, Cook afirmou que a Apple estabeleceu um novo recorde de receita no primeiro semestre fiscal e que vai continuar investindo pesado no país: “É um mercado enorme. Muitas pessoas entrarão para a classe média ao longo do tempo, como vimos em outros países.”

iPhones

  • O preço médio de venda do iPhone foi de US$728 no trimestre, contra US$796 no último trimestre e US$655 no mesmo trimestre do ano passado.
  • De acordo com Cook, o iPhone X foi, mais uma vez, o celular mais vendido da Apple em *todas* as semanas do trimestre fiscal — inclusive na China! Tal informação rebate todos os rumores/pesquisas que sugeriam uma queda nas vendas do flagship da Maçã.
  • É a primeira vez que o modelo mais caro já vendido pela Apple é também o mais popular.
  • Pegando todos os modelos de iPhones que a Apple ainda vende, a taxa de satisfação deles está em 95% segundo uma pesquisa da 451 Research; entre os iPhones 8, 8 Plus e X, ela pula para incríveis 99%.
  • No ano passado, segundo Cook, mais de 500 milhões de feature phones (telefones que não são smartphones) foram vendidos, a maioria em países emergentes; o CEO da Apple enxerga isso como uma grande oportunidade.

iPads

  • A linha iPad cresceu tanto em unidades quanto em receita, pelo quarto trimestre consecutivo.
  • O tablet ganhou participação no mercado global com base nas estimativas mais recentes da IDC.
  • A base ativa de iPads instalada alcançou um recorde histórico.
  • A 451 Research mediu as taxas de satisfação dos clientes de iPads em 95%.
  • Entre os clientes empresariais que planejam comprar tablets no terceiro trimestre do ano, 73% planejam comprar iPads.

Macs

  • Apesar da queda nas vendas, o Mac ganhou mercado na China.

Serviços

  • Todos os serviços da Apple tiveram receita recorde: App Store, iCloud, Apple Pay e Apple Music.
  • O Apple Music, conforme falamos, já ultrapassou a marca dos 40 milhões de assinantes.
  • As assinaturas pagas da empresa superaram a barreira dos 270 milhões — mais de 100 milhões em relação ao ano anterior e mais de 30 milhões se comparado ao último trimestre.
  • Após aterrisar no Brasil, o Apple Pay agora chegará à Noruega, à Polônia e à Ucrânia nos próximos meses.
  • Segundo Cook, na China existem quase 2 milhões de desenvolvedores de aplicativos para iOS.

Outros

  • Os vestíveis (boa parte do que forma a categoria “Outros”) agora têm o tamanho de uma empresa listada na Fortune 300.
  • A receita dos wearables (AirPods, Beats e Apple Watch) cresceu quase 50%!
  • Esse crescimento dos vestíveis representou mais de 90% do crescimento da categoria “Outros”.
  • Sobre o HomePod, Cook afirmou que a empresa está ansiosa para lançar o alto-falante em mais mercados e para liberar novos recursos. Nenhum número relacionado ao produto foi comentado — apenas que ele é “amplamente considerado o melhor alto-falante da categoria”.
  • O CEO também afirmou que os AirPods são um “grande sucesso” e que a Apple continua lutando para atender a toda a sua demanda.
  • Perguntado sobre o interesse na área de saúde — a Apple recentemente abriu clínicas para seus empregados —, Cook disse não querer revelar muito, mas que é uma área de grande interesse na qual a empresa sente que pode fazer a diferença. “É uma das nossas principais áreas estratégicas”, afirmou ele.

Lojas da Apple

  • Segundo Maestri, as lojas da Apple (físicas e onlines) tiveram um ótimo desempenho, produzindo a maior receita trimestral já vista em um segundo trimestre fiscal.
  • As lojas receberam mais de 250 mil sessões “Today at Apple”, com um foco particular em codificação e design de aplicativos.
  • Durante o segundo trimestre fiscal, a Apple abriu novas e belas lojas na Áustria e na Coreia do Sul (as primeiras em cada um dos países).
  • A empresa agora tem 502 lojas espalhadas pelo mundo.

Gráficos

Abaixo, alguns números que resumem o trimestre fiscal da Apple:

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Projeção para o FQ3 2018

Para o terceiro trimestre fiscal de 2018, a Apple prevê uma receita entre US$51,5 e US$53,5 bilhões (foram US$45,4 bilhões no ano passado), margem bruta entre 38% e 38,5%, gastos operacionais entre US$7,7 e US$7,8 bilhões, outras receitas/(despesas) de US$400 milhões e uma taxa de impostos de aproximadamente 14,5%.

via MacRumors, CNBC, MacStories

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