Guia Noisey para curtir um Radiohead

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Beleza, então você conhece "Creep". Talvez você tenha até fumado um ouvindo OK Computer no seu primeiro ano de faculdade. Mas você ainda não curte um "Pyramid Song" e "Burn the Witch" . Ambos O'Brien e Greenwood foram nomeados entre os maiores guitarristas de todos os tempos, e para Greenwood em particular, é apenas mais uma ferramenta em seu repertório multi-instrumental para interpretar um cientista maluco.

Playlist: "Just" / "Airbag" / "Street Spirit (Fade Out)" / "Ful Stop" / "Climbing Up the Walls" / "I Might Be Wrong" / "Myxomatosis" / "The Bends" / "Lucky" / "The Daily Mail"

disse certa vez . "Uma garota veio até mim e disse que ela trepa ouvindo 'Paranoid Android'. Como?!"

Também acho, mano. Mas quando o Thom e companhia não estão ocupados pegando pesado ou desconstruindo o pop, o Radiohead escreve algumas baladas e peças orquestrais marcantes, muitas das quais falam de amor e intimidade.

Isso inclui muito do In Rainbows, de 2007 — se o Radioahead tem um disco que vale uma transa, é esse — e muito do A Moon Shaped Pool, um disco muito centrado na desintegração do relacionamento de 23 anos de Yorke com a mãe de seus filhos. Mas todo disco do Radiohead tem pelo menos uma dessas faixas delicadas e lentas, e elas são a razão da banda fazer ótimos álbuns, não apenas ótimas músicas.

Se Yorke é implacável como um compositor de rock, ele é igualmente elegante e austero ao expressar suas reflexões internas. Aqui você encontrará faixas que falam de tudo, desde a alienação profunda ("How to Disappear Completely"), mortalidade ("Videotape"), até o desejo insuportável ("All I Need"). Elas não são todos sobre amor, mas são muito íntimas, destacando a banda como impressionistas musicais magistrais, e Yorke como um tenor singular. Juntos, eles despertam sensçaões efêmeras e sensíveis, no sentido mais exposto da palavra. Você nem precisa ouvir as letras para entender (mas você deveria).

"I'm not here / This isn't happening," Yorke repete as cordas e violão suspirando em "How to Disappear Completely". Nem as letras nem os instrumentos são muito eficazes sozinhos, mas combinados, elevam-se a algo imediatamente humano e familiar: o cerco espiritual de ser tão dominado pela tristeza que tudo o que você pode fazer é repetir um mantra de distração.

A música do Radiohead é muito parecida com o cinema nesse sentido, evocando uma espécie de nostalgia desanimada – talvez por emoções passadas que não têm conexão com a banda, ou talvez por coisas que nem sequer aconteceram ainda. Mas está lá, no silêncio entre a subida e a descida de cordas, preenchendo as pausas e refrões. O que você está sentindo – e isso vai além da escuridão – é tanto um instrumento quanto o resto.

Playlist: "Pyramid Song" / "True Love Waits" / "How to Disappear Completely" / "Videotape" / "Nude" / "Motion Picture Soundtrack" / "All I Need" / "Like Spinning Plates (Live)" / "Identikit" / "Codex"

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