Apple critica revogação de plano de energia limpa pelo governo americano

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A Apple tornou-se hoje a primeira empresa de grande porte a se pronunciar sobre a decisão do governo Trump de cancelar o plano de energia limpa iniciado pela principal agência ambiental dos Estados Unidos. Como era de se esperar, a Maçã é contrária à ação — e, em um comunicado obtido pela Reuters, explica que sua principal motivação para o posicionamento é o prospecto de menos investimentos em projetos a base de energias renováveis.

Antes de entrar nos pormenores da posição da Apple, um breve histórico: o plano, batizado de Clean Power Plan (Plano de Energia Limpa), foi criado pela U.S Environmental Protection Agency (EPA) ainda no governo Obama e tinha como principal diretriz introduzir padrões que reduzissem a emissão de gases do efeito estufa em 32% até o ano de 2030.

Com a transição governamental, a sobrevivência do plano foi posta em dúvida, e em pouco tempo a coisa toda ruiu: o novo chefe da EPA, Scott Pruitt, definiu o seu cancelamento como uma das prioridades do seu mandato, afirmando que a iniciativa era ilegal. Agora, a agência está em processo de construção de um novo plano, certamente muito mais conservador — e em linha com a iniciativa de Trump de apoiar as indústrias de carvão, petróleo e gás natural.

A Apple, então, resolveu tomar posição — e, para entender além das obviedades a atitude da Maçã, basta lembrar que Lisa Jackson (sua vice-presidente de iniciativas políticas, sociais e de meio-ambiente) era justamente a chefe da EPA entre 2009 e 2013, pouco antes do lançamento do plano (ocorrido em 2014). Como afirma a Reuters:

“Repelir o Plano de Energia Limpa vai sujeitar consumidores como a Apple e nossos grandes parceiros de produção a uma maior incerteza de investimentos”, disse a empresa baseada na Califórnia em comunicado à agência.

A Apple, que afirma ter a totalidade das suas operações nos EUA sustentadas por fontes de energia renovável, como a solar ou a eólica, adicionou que o cancelamento do plano também ameaçaria desenvolvimentos e investimentos que já foram feitos no campo da energia limpa.

Segundo a reportagem, o cancelamento seria particularmente prejudicial na competição com a China, que tem feito altos investimentos na “limpeza” das suas operações em busca de uma maior adoção das fontes de energia renováveis. A EPA, do seu lado, limitou-se a responder com um comunicado padrão afirmando que a agência leva em conta todos os retornos que recebe, e levará os comentários da Apple em consideração no processo de construção do novo plano ambiental.

Se é o que eles dizem…

via MacRumors

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