Benchmarks dos Galaxies S9 e S9+ impressionam, mas perdem para os iPhones 7, 8 e X

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Samsung Galaxy S9

Ninguém dúvida que os recém-anunciados Samsung Galaxy S9 e S9+ são verdadeiras bestas do processamento — aliás, qualquer fabricante que lançasse um carro-chefe que não cumprisse bem esse papel em pleno 2018 estaria dando um baita tiro no pé, que dirá a (por vezes) líder mundial do segmento. O fato é que, ao menos na dura frieza dos números, parece que as novas estrelas sul-coreanas não alcançaram seus maiores concorrentes em termos de performance.

De alguma forma, o AnandTech conseguiu publicar benchmarks preliminares dos novos aparelhos da Samsung já no artigo de apresentação da dupla — o que é impressionante considerando que os dispositivos só entrarão em pré-venda amanhã e só chegarão às mãos dos consumidores daqui a algumas semanas. Os números provam não só que a Apple mantém uma certa folga no poder bruto dos seus processadores como mostram que haverá uma diferença não desprezível no desempenho dos dois “tipos” de S9 e S9+ que serão postos no mundo.

Como vocês devem saber, a Samsung adota uma estratégia pouco ortodoxa de produzir aparelhos idênticos, mas com processadores diferentes dependendo da região. Para o S9, uma versão trará o chip Exynos 9810, produzido pela própria sul-coreana, enquanto a outra será equipada pelo Snapdragon 845, da Qualcomm — este segundo modelo é o que pousará no Brasil, nos Estados Unidos e em alguns outros territórios. Aparentemente, ele é também o menos potente dos dois.

Geekbench single core - AnandTech

Os benchmarks mostram que a versão do S9 equipada com o chip Exynos atingiu 3.734 pontos na medição de núcleo único, enquanto a versão com Snapdragon ficou nos 2.718 pontos. Nenhum dos dois scores foi suficiente para superar a medição do chip A11, da Apple, que marcou 4.630 pontos no mesmo teste; mais surpreendente ainda é ver que mesmo o chip A10, já com mais de um ano de idade, supera os novos aparelhos da Samsung, com 4.007 pontos — as medições em ponto de flutuação dos processadores varia ligeiramente, mas apresenta proporções parecidas.

Obviamente, algumas considerações precisam ser feitas aqui antes que saiamos declarando os iPhones mais recentes como os celulares mais rápidos do mundo. Em primeiro lugar, ainda não temos os números dos benchmarks de múltiplos núcleos, que é onde a Samsung costuma deixar a Apple comendo poeira (estamos falando de chips octa-core, afinal) — e sim, para os (poucos) aplicativos que oferecem otimização para processadores multi-core, isso faz toda a diferença do mundo.

Outro ponto, ainda mais importante, é aquele que nós mesmos repetimos à exaustão naquela época lá pelo início da década, quando as fabricantes do Android resolveram trabalhar e fizeram foguetes que deixavam os iPhones contemporâneos no chinelo em todos os benchmarks: números nunca contam a história toda. Para termos uma real ideia da performance dos novos Galaxy S9 e S9+, teremos que aguardar muitos testes do mundo real, muitas ponderações e análises.

De qualquer forma, acredito que seja qual for a escolha das pessoas — iPhone, Galaxy ou seja lá o que for —, a nova safra de smartphones tem tudo para agradar em todos os aspectos. Eu estou ansioso, e vocês?

via AppleInsider

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