Cientistas temem que seja perigoso pousar em Europa

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Os Náufragos do Selene é um excelente livro de Arthur C. Clarke, conta a história de um naufrágio na Lua, quando uma espécie de “barco” turístico afunda em um dos mares. Ele é baseado em uma hipótese de que em algumas regiões, bilhões de anos de asteróides e lunamotos teriam transformado as rochas da superfície em um pó muito mais fino que qualquer areia da Terra, e muito mais seco, o que daria a ele consistência de líquido.

Essa hipótese não foi esquecida mesmo no pouso da Apollo XI, os astronautas estavam prontos a decolar imediatamente caso a nave começasse a afundar. Agora, com as primeiras missões a Europa, satélite de Júpiter, sendo planejadas, o risco voltou a ser considerado.

Em um paper de título Laboratory simulations of planetary surfaces: Understanding regolith physical properties from remote photopolarimetric observations, encabeçado por Robert Nelson, uma série de observações da reflexividade da superfície de Europa e outros satélites jovianos apontou para a conclusão de que são superfícies muito pouco densas.

Com gravidade menor do que a da Lua, é natural que o gelo e neve que formam a superfície de Europa não se condensem tanto quanto na Terra, e como os oceanos do satélite provavelmente estão a quilômetros de profundidade sob o gelo, é provável que a camada de neve fofa seja substancial.

A missão Europa Clipper, que irá estudar a lua na década de 2020 resolverá essa dúvida. Entre outros instrumentos ela terá um radar específico para identificar os oceanos ocultos. Se o excesso de fofura do terreno se confirmar, teremos um complicador para as futuras missões, e provavelmente precisaremos de enormes flutuadores pra manter as sondas acima da superfície.

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