Era uma vez o jornalismo

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O jornalismo já foi chamado de “o quarto poder”, e a história demonstra que a lama, a corrupção, a mentira e o abuso são acompanhantes ancestrais e fraternos do poder. A lógica leva a suspeitar que o jornalismo também deve compartilhar essas marcas algumas vezes, embora proclame continuamente e sem rubor que sua essência e sua meta são a investigação da verdade, a independência, a liberdade de expressão, a objetividade, a denúncia da injustiça, enfim... essas coisas tão edificantes, solenes e bonitas. Quando o cinema se ocupou dele, alguns descrentes geniais, como o roteirista e ex-jornalista Ben Hecht e os diretores Howard Hawks e Billy Wilder, se empenharam, nas divertidas e memoráveis Jejum de Amor e A Primeira Página, em mostrar o reverso canalha do jornalismo, a manipulação como regra, a mesquinharia, o vale-tudo para vender o produto, suas alianças com a conveniência. E, claro, o impressionante Welles de Cidadão Kane, inspirando-se no magnata da imprensa William Randolph Hearst, fez um retrato complexo e aterrorizante de alguém que encarnou o poder absoluto, capaz de causar uma guerra ou destruir a reputação e a existência de qualquer pessoa, inocente ou culpada, que não aceitasse suas ordens.

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