Na Índia, crescer “só” 6,5% em 2017 virou um problema

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O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, vai sentar com economistas de alto nível nesta quarta-feira para discutir novas estratégias para o país.

Com crescimento estimado de 6,5% para 2017, o mais baixo da gestão e atrás da China, que deve apresentar alta de 6,8% no PIB no ano, o foco da reunião vai ser como utilizar o orçamento de 2018-2019.

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A apresentação do plano orçamentário está marcada para 1º de fevereiro. Será o último assinado pelo primeiro-ministro antes das eleições de 2019.

Estarão presentes cerca de 30 economistas de diversos setores, e o principal objetivo é discutir medidas que possam impulsionar o crescimento, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida da população.

A reunião com especialistas contará com a presença de representantes do NITI Ayog, think tank para desenvolvimento sustentável do governo indiano, do ministro de Finanças, Arun Jaitley, e membros do conselho consultivo econômico do primeiro-ministro.

Modi, que é o líder da Aliança Nacional Democrática no parlamento indiano, assumiu o país em 2014. Naquele ano, o crescimento do PIB foi de 7,5%, seguidos por 8% em 2015 e 7,1% em 2016.

O arrefecimento deste ano é atribuído a uma queda nos setores de agricultura e manufatura. Aumentar as oportunidades de trabalho qualificado é um desafio num país que mantém o desemprego em 3,4%.

Com a clara intenção de apresentar um bom resultado no fim do mandato, o receio é de que o governo apele para políticas populistas.

Um dos economistas que estarão presente na reunião, Rajiv Kumar, vice-presidente do NITI Ayog, afirmou que Modi nunca desenhou um orçamento para vencer eleições.

Para ele, o segredo do crescimento da Índia pode estar em três frentes: na exploração do bônus demográfico, com desenvolvimento do capital humano; na especialização do setor de exportações; e no estímulo, via Banco Central, dos setores da indústria que permanecem tímidos.

Ainda há muito potencial a ser explorado num país que cresce mais de 5% ao ano há 15 anos e que vai continuar a ser um dos motores do crescimento da Ásia por anos a fio.


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