Com Bolsonaro, Huck e Maia, clima de campanha esquenta

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O final de semana foi movimentado para os presidenciáveis de 2018 e a semana deve continuar com as articulações de olho nas eleições.

No domingo, o jornal Folha de S. Paulo trouxe uma reportagem sobre o patrimônio do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e de seus filhos, que aumentou de maneira aparentemente incompatível com os rendimentos do deputado.

Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro tinha um patrimônio de pouco mais de 10.000 reais em valores atuais.

Hoje, os bens da família somam mais de 15 milhões. Em alguns casos, proprietários anteriores chegaram a fazer negócios com prejuízo ao vender imóveis para Bolsonaro.

Na sexta-feira, o deputado anunciou sua ida para o PSL para disputar as eleições de 2018. A mudança, que só pode ser feita a partir de março, tem sido conturbada.

Primeiro, Bolsonaro anunciou que iria para o Partido Ecológico Nacional (Pen), que se transformaria em Patriota, mas divergências com deputados da sigla, que reclamavam que o ex-cabo do exército queria se apossar de toda a estrutura da sigla, fizeram o projeto naufragar.

Sua chegada ao PSL, por sua vez, fez com que o Livres, um grupo novo que já comandava 12 diretórios estaduais e que tem ideologia diferente da de Bolsonaro, saísse do partido.

Outros possíveis candidatos também aceleram suas articulações. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acertou com o presidente do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira, um possível apoio à sua candidatura. O PP, com 47 deputados, traz um tempo de TV considerável ao DEM, que tem 30.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), deve tentar resolver os problemas que tem no próprio partido.

O ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, presidente do PSD, tem defendido o apoio da sigla a Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Isso poderia garantir a ele uma vaga de vice-governador na chapa dos tucanos no estado, que pode ter como candidatos José Serra ou João Doria. Outra alternativa é a corrida ao Senado.

O apresentador Luciano Huck (sem partido), por sua vez, foi entrevistado no Domingão do Faustão e disse que “nesse momento, em janeiro de 2018”, acha que contribui mais para o país na televisão.

Há relatos que Huck ainda não descartou totalmente a candidatura. Ele tem até dois de abril, data final para filiar-se a um partido e concorrer em 2018, para se decidir.


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