Dutra recebe camisa de Carille e diz que não faz a mesma função de Jô

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Carille fez as vezes de dirigente e entregou a camisa a Júnior Dutra (Foto: Tomás Rosolino/Gazeta Press)

O atacante Júnior Dutra, primeiro reforço anunciado pelo Corinthians para 2018, foi apresentado oficialmente na tarde desta quinta-feira, no CT Joaquim Grava, após o treino da equipe, e já deixou claro que não vem para ser o substituto de Jô. Em meio a uma série de reviravoltas, que envolveram o cancelamento da aparição do volante Renê Júnior, oficializado pouco antes, ele acabou recebendo a camisa do técnico Fábio Carille.

“Para ser sincero, eu vim para cá pensando que o Carille tinha a ideia de me utilizar pelos lados. No Brasileiro, ele me viu naquela posição, a ideia seria utilizar pelos lados. Mas, se precisar, já conversei com ele que posso ajudar como centroavante”, explicou o jogador de 29 anos, que explicou como seria sua utilização na função do ídolo da torcida, negociado para o Nagoya Grampus-JAP.

“Caso ele precise, pode ser. Não sou uma referência, como o Jô, o Kazim, sou mais falso 9. Tenho uma altura boa, mas sou mais de movimentação, mudaria a característica do time mesmo. Isso é mais para ele, onde ele precisar, quero estar bem fisicamente para ajudar”, comentou o ex-atleta do Avaí, rebaixado à Série B do Brasileiro, sem esconder sua admiração pelo novo clube.

“Um time muito organizado, taticamente perfeito para mim, qualidade de toque de bola muito boa, time que vira a bola muito rápido de um lado para o outro. Bom toque de bola mesmo, muito objetivo. Não foi campeão à toa, primeiro turno invicto”, disse Dutra, impressionado com o que vira minutos antes dentro do campo.

“Não tinha muitas chances, mas sempre era perigoso. Você estudava, se preparava, mas sempre parecia que o Corinthians ia furar a sua zaga. A qualidade é muito grande. Um treinador que monta um time como o Carille fez, vai saber tirar o melhor de todo o mundo que estiver aqui”, avaliou.

Dutra, que atuou pelo Kashima Antles e pelo Kyoto Purple Sanga, no Japão, ainda relembrou quando teve um dia de torcedor, na final do Mundial de Clubes de 2012. Presente ao estádio Nacional de Yokohama no triunfo alvinegro por 1 a 0 sobre o Chelsea, ele assegurou ter sonhado com a possibilidade de defender o Timão desde então.

“Com certeza é um clube que, como mexeu comigo, mexe com outras pessoas. Estar ali, presente, embaixo do bandeirão mesmo, torcendo para o Corinthians, foi um sonho. Fiquei um pouco ansioso quando vi as notícias porque queria muito que desse certo. Alegria muito grande, não só minha como da minha família. Minha vontade de vir não começou naquele dia, mas com certeza aumentou”, relembrou, confiante na capacidade de, mesmo sem ser garoto, escrever sua história no Alvinegro.

“Olha, para ser sincero, confio no meu futebol. Carille gostou de mim, acredito que eu posso fazer a minha história, sim. Na maioria dos lugares eu consegui deixar um nome, marcar. Meu objetivo com certeza é esse. Um atacante conquistando títulos e jogando, tem tudo para ser notado”, concluiu.

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