Crítica | Jumanji: Bem-Vindo à Selva é ousado e bem divertido

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Jumanji foi um filme lançado em 1995 (96 no Brasil), o qual foi baseado em uma obra literária do autor Chris Van Allsburg. Devo dizer, sem medo de errar, que esse foi um dos filmes mais divertidos da década de 90. A premissa era bem simples, um jogo de tabuleiro mágico fazia as regras tornarem-se uma realidade assustadora.

Naquela ocasião, Jumanji foi protagonizado por Robin Williams, acompanhado por Bonnie Hunt e Kirsten Dunst. O jogo de tabuleiro trouxe para a pacata cidade de Brantford algo bem selvagem. Enquanto as pessoas jogavam, praticamente uma selva dominou a cidade, transformando-a em um caos total. Vimos grandes cenas em computação gráfica, ótimas atuações, um roteiro redondinho e extremamente divertido.

Há pouco tempo soubemos que o filme ia ganhar uma nova versão, ou melhor, uma sequência. Porém, dessa vez, ao invés de tabuleiro, a aventura seria através de um videogame. A princípio, qualquer um torceria o nariz para essa informação. Mexer com esse conceito foi uma manobra muito arriscada, mas felizmente deu certo.

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Jumanji: Bem Vindo à Selva

Quando assistimos ao filme em 1995, o personagem principal, Alan Parrish, foi sugado para dentro do tabuleiro. 30 anos depois, quando finalmente um 5 ou um 8 foi tirado no dado, o menino, agora já um homem, revela ter estado em uma Selva. Não sabemos exatamente o que aconteceu com Alan, mas a curiosidade sempre foi muito grande. Acredito que isso deve ter sido uma das motivações para construir a floresta do filme.

Dessa vez, o jogo de tabuleiro, por uma força mágica, se atualiza e vira um videogame. Aquele que jogar, escolhe seu personagem e logo é transportado para a selva, de acordo com seus devidos perfis. Spencer (Alex Wolff), Fridge (Ser Darius Blain), Bethany (Madison Iseman) e Martha (Morgan Turner) tornam-se Dr. Bravestone (The Rock), Moose Finbar (Kevin Hart), Dr. Shelly Oberon (Jack Black) e Ruby Roudhouse (Karen Gillan).

Cada um tem uma habilidade que os ajudará a devolver a joia do jaguar para o local, devolvendo assim o equilíbrio da floresta.

Usar o videogame foi uma boa ideia?

Um dos maiores méritos do filme é realmente vestir essa roupagem dos videogames. Já dissemos que essa era uma ideia perigosa, mas eles conseguiram aliar os conceitos que vemos nos games a uma comédia que as vezes beira o pastelão, mas que atinge perfeitamente seu objetivo.

A “interface” do jogo mostra as habilidades que os heróis tem dentro de Jumanji: Bem-Vindo à Selva. A ideia do coop está muito bem inserida, bem como a de missões, fraquezas, passagens secretas, estratégias de combate e NPC’s. Outro conceito que é constantemente referido, e super importante, é a quantidade de vidas que você possui na aventura. Tudo isso é apresentado ao espectador de uma maneira bem divertida, fazendo você aprender as regras do jogo como se fosse um tutorial absurdo. Há quem possa não gostar da mudança brusca de analógico para digital, mas não tem como negar que foi uma ideia bem executada.

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Podemos entender que ‘Van Pelt’ é o vilão que se adéqua ao ambiente inserido. Isso porque lá em 1995, o antagonista era o pai de Alan travestido de caçador implacável, que buscava meter uma bala no rapaz o tempo todo. Agora, o Van Pelt da vez é um vilão mais genérico, pouco participativo e nenhum pouco assustador.

O Mundo em 1995 versus os tempos atuais

Para quem não lembra, o primeiro filme começa em 1969. Costumes, roupas, carros e tecnologia tiveram um grande choque para quando Alan volta à civilização. Dessa vez, a diferença com 95 é tão impactante quanto. Os problemas são outros, as ideias e as pessoas tem outros significados. Os conflitos, que antes eram focados no garoto com seu pai rígido, ficam mais superficiais tratando de garotos do ensino médio.

Os 4 que estão dentro do jogo foram punidos pela autoridade escolar por motivos que todo mundo que estudou sabe. Mas é interessante vermos que ao adentrar no jogo, os personagens adquiridos contrapõem exatamente o estilo de vida da realidade.

Agora, para quem é fã (daqueles que assistiram mais de 10 vezes, como eu), terão uma boa surpresa. Há uma referência direta em Jumanji: Bem-Vindo à Selva, ao filme de 1995, que recompensa os espectadores que conhecem o passado dessa obra.

A comédia invade a selva

Jumanji: Bem-Vindo à Selva é um filme que, acima de tudo, busca tirar risadas de seus espectadores. O diretor, Jake Kasdan, trabalhou em muitos filmes do gênero, mas nenhum deles conseguiu ser muito atrativo. Já o roteirista, Chris McKenna, teve mais sorte, escrevendo Homem-Aranha De Volta ao Lar e Lego: Batman, ambos filmes bem conceituados. Essa dupla faz um trabalho bem honesto e coerente, tendo um texto muito divertido e bem dirigido.

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A comédia já existia no filme anterior, mas esse ficou muito mais intensa. O papel de várias cenas é simplesmente fazer você rir, mas felizmente tem boas piadas, não apenas rir pela bobeira. The Rock, que já fez filmes de comédia até que medianos pra bons não decepciona, bem como Jack Black em um papel muito diferente do que está acostumado. Agora o grande destaque vai para Kevin Hart, claro. Um comediante nato, que consegue fazer — mesmo com as caras e bocas de sempre — ser bem engraçado.

Veredito de Jumanji: Bem-Vindo à Selva

Jumanji: Bem-Vindo à Selva é um filme que tem uma proposta bem ousada. Pegou um grande clássico do cinema e deu continuidade e modernidade de uma maneira fluida e bem divertida. Modificou conceitos importantes do primeiro, mas, ainda assim, manteve grande parte da atmosfera aventureira. Por outro lado é um filme que pouco vai te surpreender e essa previsibilidade, em certos momentos, podia ser evitada. Há um vilão bem fraco em relação ao anterior, mas a grande selva e o universo criado valem muito a pena.

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