Antigo espectador, Durval se prepara para sua 22ª São Silvestre

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Durval Bento Filho é um apaixonado pela corrida. O grande apreço pelo esporte surgiu graças ao seu pai, homônimo, que costumava levá-lo ainda criança para acompanhar a Corrida Internacional de São Silvestre. As milhares de pessoas disparando diante de seus olhos, o esforço, o desafio e tudo o que envolve a tradicional prova paulistana acabou o incentivando a completar, aos 16 anos, o percurso pela primeira vez. Em 2017, ele caminha para a sua 22ª São Silvestre.

A estreia de Durval aconteceu na 60ª edição, em 1984. Pelo fato de ser menor de idade, seu pai teve de assinar um termo de autorização para que ele pudesse competir. O menino que até então estava acostumado a ficar do lado de lá das grades, iniciava ali a grande relação que possui até hoje com a prova, segundo ele, a sua favorita.

“Eu guardo o material, tenho até hoje todos os números de peito, medalhas, recortes da Gazeta Esportiva da época. Naquele tempo os resultados saíam no próprio jornal, então chegava no dia 1, 2 de janeiro, não sabia em qual edição ia sair a classificação. Eu ia comprando as edições, cada dia divulgava uma parte, ia comprando até encontrar meu nome em algum lugar”, relembrou Durval, hoje com 49 anos, à Gazeta Esportiva.

A tradição de acompanhar as edições da São Silvestre surgiu por conta da proximidade da residência de seus pais com algumas partes do percurso da prova, que marca o último dia do ano na capital paulista há algumas gerações.

“O meu pai era zelador e até hoje é zelador de prédio. Meu pai me levava para assistir, porque o prédio onde ele era zelador fica na Rua Maria Figueiredo, que é paralela à Av. Brigadeiro Luís Antônio. A gente morava a mais ou menos 300 metros da Av. Paulista. Quando chegava o dia 31, a gente subia até a Av. Paulista para ver a chegada dos corredores. Ali foi quando surgiu minha paixão, aquilo foi um estalo. Imaginei que um dia estaria correndo ao invés de assistir. Esse é o grande motivo por eu ser apaixonado pela São Silvestre”, comentou.

Muitos anos se passaram, Durval constituiu família, é pai de dois filhos, entretanto, a paixão pela corrida se manteve viva. Atualmente ele integra o quadro de atletas da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e recebe grande apoio do clube, incluindo o pagamento das provas, assessoria técnica, academia e natação. Tudo isso conquistado após alcançar o nível técnico que engloba esse tipo de acompanhamento. Entre as provas que constam na sua lista estão cinco Maratonas de São Paulo e uma Maratona de Porto Alegre. Neste ano, competiu ao lado de outros sete atletas a categoria veterana mista da Volta à Ilha, em Florianópolis, percorrendo 145km. Sua equipe chegou na terceira colocação.

“Meus treinos durante a semana são feitos em pista de 400m. Aos sábados faço treino de rua, longão, na USP; às terças e quintas treino no clube; às quartas e sextas faço fortalecimento muscular e natação”, disse Durval, que irá “pegar leve” nesta 93ª edição da São Silvestre por conta de alguns problemas físicos. O desgaste não é à toa. Desde 2007, quando passou a monitorar a quilometragem de cada treino, o bancário acumula mais de 20 mil km rodados.

“Não tenho expectativa de melhorar tempo, até mesmo porque tenho dores no joelho direito, fiz três artroscopias. Meu menisco e cartilagem estão um pouco desgastados, mas isso não me impede de correr. Isso só acabou tirando um pouco da minha performance. Meu melhor tempo de São Silvestre é 1h04min, que eu fiz em 2014 ou 2013. Meu pior tempo foi em torno de 1h40min, totalmente sem treino, indo mais pela empolgação. É a corrida que eu mais gosto, sempre foi assim, desde a adolescência. Minha expectativa é de terminar a prova entre 1h07min e 1h10min”, concluiu.

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