Sem Previdência, hora de cuidar da saúde de Temer

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Esta será uma sexta-feira com movimentação atípica em Brasília. O presidente Michel Temer deve voltar à capital após uma provável alta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde passou por um procedimento urológico contra um estreitamento da uretra.

O boletim divulgado na quinta-feira dizia que o presidente apresentou “boa evolução na recuperação”, mas permaneceria hospitalizado para “completa recuperação”.

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Algumas das agendas previstas para a semana foram, então, atrasadas pela ausência do peemedebista na capital e serão realizadas agora.

A principal delas será a posse do deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) como ministro-chefe da Secretaria de Governo, pasta responsável pela articulação política.

Ainda não é certo que Temer comparecerá à posse, que acontece às 15 horas. O presidente pretende aparecer e convocou inclusive o antecessor Antonio Imbassahy para transferir o cargo e sinalizar que a base trabalha unida.

Havia alguma urgência na troca pela última esperança de votar a reforma da Previdência ainda em 2017. A pressa, porém, acabou.

Marun iniciou o trabalho de articulação, mas o governo entregou os pontos. Como foi anunciado, também na quinta, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o texto só irá a Plenário em fevereiro de 2018.

Tanto ninguém acreditava que sairia que bolsa de valores e dólar pouco se movimentaram com o anúncio. Para evitar novo vexame, essa será pauta única até lá.

Temer também cancelou compromissos de médio prazo. O presidente suspendeu uma viagem para a Ásia prevista para janeiro.

“A viagem do presidente da República, Michel Temer, ao Sudeste Asiático, prevista anteriormente para o período de 5 a 13 de janeiro de 2018, foi adiada. Novas datas estão sendo negociadas pelo Itamaraty”, disse nota da Presidência. Além de manter-se próximo às articulações pela reforma da Previdência, houve recomendação médica para que Temer não viajasse.

A saúde presidencial é motivo de atenção cada vez mais frequente. O presidente deve ficar com sonda uretral por três semanas.

Ontem, a equipe médica informou que fez biópsias da próstata e da bexiga e que não foi identificado tumor.

As coronárias, desobstruídas em novembro, também não preocupam, segundo os médicos. Ainda assim, para Temer, a pausa de fim de ano virá em boa hora.


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