Piñera, Guillier e um segundo turno aberto no Chile

Photo of Piñera, Guillier e um segundo turno aberto no Chile
Facebook
VKontakte
share_fav

Os eleitores chilenos vão às urnas neste domingo para escolher o próximo presidente do país, no segundo turno. Estão na disputa os candidatos Sebastián Piñera, ex-presidente de direita do país, e o centro-esquerdista e senador Alejandro Guillier, rosto conhecido na apresentação de telejornais.

Qualquer um dos dois pode sair vencedor, depois de um primeiro turno surpreendente, em que outra candidata de esquerda, a jornalista Beatriz Sánchez, conseguiu levar 20% dos votos.

No primeiro turno, Piñera, que governou o país de 2010 a 2014, levou 36,6% dos votos – quando esperava cerca de 45%.

Já Guillier arrematou 22% do eleitorado, e é o candidato de sucessão da atual presidente Michelle Bachelet.

Apesar de a Frente Ampla de Beatriz Sánchez não ter oficialmente declarado apoio a Guillier no segundo turno, ela pessoalmente já confirmou seu voto no candidato.

A ascensão da esquerda no país joga a favor de Guillier, apesar de Piñera ser considerado favorito. As pesquisas de opinião não cravaram resultados e, num país onde o voto é facultativo, conseguir levar as pessoas às urnas será um fator decisivo. No primeiro turno, apenas 47% dos 13,4 milhões de eleitores do país compareceram às urnas.

A desaprovação do governo de Bachelet também é um fator que joga a favor de Piñera. Apenas 27% da população aprova o governo, que manteve o país estável, mas precisou não conseguiu avançar em pautas que preocupam cada vez mais a população.

A principal delas, conforma mostra a última edição da revista EXAME, é a reforma Previdenciária, que virou modelo global nos anos 80, mas precisa passar por revisão.

Como fazê-la sem atravancar o crescimento econômico é um tema candente no país, assim como a abertura ou fechamento a imigrantes.

O PIB chileno cresceu 1,6% no ano passado e deve crescer 1,5% este ano. Apesar de as previsões para o ano que vem serem mais otimistas, em torno dos 3%, os chilenos acreditam que o país tem que avançar mais. A expectativa de vida no Chile já chegou a 79 anos, e pode bater 85 anos em 2050.

Conseguir educação de ponta, emprego e aposentadoria para uma população mais exigente e que vive mais são desafios que refletem o sucesso recente do Chile em se deslocar de seus vizinhos latinos. As urnas mostrarão se as melhores respostas para essas questões foram dadas por Piñera, ou Guillier.


Arquivado em:MUNDO
ver EXAME
#chile
#exame hoje