Racismo na infância pode aumentar chances de depressão, ansiedade e hiperatividade

Photo of Racismo na infância pode aumentar chances de depressão, ansiedade e hiperatividade
Facebook
VKontakte
share_fav

Instagram/Reprodução Bruno, Titi e Ewbank

Leia mais

Nesta semana, a pequena Titi, filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, voltou a ser vítima de racismo através da internet e, mais uma vez, levantou o debate sobre o preconceito enfrentado pela criança negra logo no começo da vida.

Titi, que tem 4 anos e é natural do Malawi, sul da África, foi adotada por Ewbank e Gagliasso quando os dois viajaram até a região. Ela já havia sido vítima de ataques racistas uma vez aqui no Brasil, quando o pai protocolou denúncia e a polícia passou a investigar o caso.

Agora, aconteceu de novo.

A socialite Day McCarthy, até então conhecida apenas por ter comparado Rafa Justus, filha de Roberto Justus e Ticiane Pinheiro, ao boneco Chuck, voltou a ser manchete por um ato covarde ao chamar Titi de “macaca” em um vídeo. Ela cometeu um crime e foi denunciada por Gagliasso.

O racismo na infância é algo sério. Uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, Estados Unidos, finalizada neste ano, apontou que as chances de um negro alvo de preconceito racial logo quando pequeno tem 5,4% menos chances de ter uma “saúde excelente”.

Titi foi alvo de racismo

Instagram/Reprodução Titi foi alvo de racismo

Foram 95 mil pessoas entrevistadas entre 2011 e 2012. Os números obtidos aponta, ainda, para problemas psicológicos graves. A probabilidade de desenvolver transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) sobe 3,2% entre os que já sofreram com o racismo. Além disso, as chances dessas pessoas serem atingidas por depressão ou ansiedade aumenta pelo menos duas vezes.

Fatores como condição socioeconômica e estrutura familiar foram levados em consideração, mas, segundo Ashaunta Anderson, pediatra que liderou o estudo, isso não exclui a gravidade dos dados atingidos. “As nossas revelações sugerem que o racismo contribui para disparidades no bem-estar infantil, independentemente de elementos socioeconômicos”, disse ela em um comunicado.

Ela ressaltou, ainda, a importância dos cuidados c0m os pequenos atingidos e a importância de adquirir uma base de consciência racial e orgulho logo na primeira infância, limitando assim a atuação dos ataques.

ver Virgula
#titi